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sábado, 27 de agosto de 2016

Como se vestir bem?

Roupas de Dança do Ventre. Quem nunca se deslumbrou com elas????
Isso tanto é verdade, que muitas de nós chegaram ao mundo da dança, atraídas justamente pelo glamour, o brilho e a sensualidade de muitos figurinos exibidos nos palcos.
Mas mais do que belos, brilhantes e sensuais, esse grande objeto de desejo e fascínio vem se transformando com o passar dos anos e podem cumprir vários papéis dentro da dança.
Com tantas opções de roupas de Dança do Ventre, algumas perguntas passaram a ser inevitáveis, mas muita calma nessa hora porque tentarei responder a tudo.

Como escolher as roupas de Dança do Ventre certas para cada show?
Ter foco se torna imprescindível. Pelo menos é nisso em que eu acredito. Por isso, para não ficarmos perdidas no genérico, a primeira coisa que eu gostaria de detalhar aqui com você, é a questão do show em si.
Qual a Dança que Você vai Fazer? 
Reconhecer o gênero musical que você vai dançar é super importante para a correta escolha do figurino.
Não basta, na minha opinião, saber distinguir apenas o que é folclórico do que não é. É preciso entender a música que você vai dançar e procurar identificar o que se deseja criar a partir dela:
Você quer ser fiel ao estilo? Isto é, quer dançar de forma bem típica, característica? Entender como uma bailarina árabe dançaria genuinamente aquela música? Ou… pelo contrário. Você quer dançar livremente, criando sua própria leitura da música e da dança? Quer utilizar o máximo de licença poética para criar o efeito desejado em cena?
Essas questões podem influenciar na sua decisão quanto à correta escolha das suas roupas de Dança do Ventre. Isto é, se o seu desejo é ser o mais fiel possível às raízes daquilo que você vai dançar, será necessária uma boa pesquisa para identificar o figurino mais adequado. Principalmente no que diz respeito ao Folclore Árabe. Do contrário, você corre o risco de cometer erros básicos. E isso pode se refletir também, na escolha das suas roupas de Dança do Ventre. 
Entende-se aqui, Dança do Ventre, num sentido bem amplo, tá? Não só a dança show, mas também as danças folclóricas, as danças populares e as fusões. Mas continuando, por outro lado, você pode escolher fazer uma apresentação sem se preocupar tanto com o contexto cultural da dança e da música escolhida. Você pode querer investir numa criação própria. Isto é, passar para o público a forma particular com que você se relaciona com uma determinada canção. 
Nesse caso, quem sabe um figurino bem pensado, de cara, já não te auxilie nessa proposta?! Isto é, numa melhor comunicação entre você e o seu público. A cor, o estilo, o modelo das roupas de Dança do Ventre podem ser determinantes nesse processo de decisão. E você sabendo definir isso muito bem, meio caminho já terá sido percorrido ainda no atelier de costura. 
Apresentação Solo - Quando vamos dançar sozinhas, a coisa tende a ficar mais fácil, mais simples de se definir. Se você já resolveu o primeiro ponto, isto é, o tipo de dança que pretende fazer, o próximo passo é escolher aquilo que mais gosta, o que lhe cai melhor e o que lhe parece mais confortável.
Eu acredito que a bailarina deva se sentir plena na hora da sua apresentação. E essa plenitude passa por vários aspectos. E no que diz respeito ao figurino, acho importante ressaltar:
  • O Conforto – Para não impedir os movimentos e também, não machucar a bailarina;
  • A Segurança – Para que o top e cinturão não abram ou a saia não caia em cena;
  • O Bom Acabamento – Para que os bordados não se desfaçam durante a apresentação;
  • Adequação da Matéria-Prima – Para que o figurino tenha um bom caimento e valorize os movimentos da bailarina durante a dança.

As roupas de Dança do Ventre no geral, precisam ser bem desenhadas, bem cortadas e bem adaptadas ao biotipo da bailarina, para que elas possam funcionar durante toda a sua apresentação.
Imagine que a bailarina vai ser vista de diversos ângulos, executando todo tipo de movimento, sob o olhar atento do público. O figurino tem que contar a favor da sua dona. Tem que ser um aliado fiel e resistente para que tudo brilhe até o último aplauso.
Então, você que é solista, fique atenta a todos os detalhes do seu show. E pense nas suas roupas de Dança do Ventre não só sob o ponto de vista estético. Mas também, sob o ponto de vista técnico, isto é: em plena sintonia com os seus movimentos, com as suas expressões e com a imagem que você deseja passar.
Apresentação em Grupo - Na  minha opinião, o que está em jogo numa apresentação em grupo é o conjunto acima de tudo. Não importa se você acha que verde não lhe cai bem ou se rosa não é sua cor preferida. Não importa se você prefere um figurino justo ou rodado, moderno ou clássico.
A função das roupas de Dança do do Ventre, nesse caso, é criar um conjunto. É atender a um determinado humor. É cumprir as expectativas do responsável pela criação artística daquela apresentação, e nesse cenário, nem sempre é possível negociar.
Cada bailarina do elenco deve ser madura o suficiente para entender que está emprestando seu corpo, seu rosto e sua expressão, para um propósito muito maior que e o efeito cênico criado por todas. Isto é, você não está mais sozinha. Agora, você faz parte de um time. E é esse time, como um todo, que tem que brilhar. Interesses pessoais, muitas vezes, precisam ficar em segundo plano.
Shows em Ambientes Pequenos - Quando o público está muito próximo às bailarinas, suas roupas de Dança do Ventre poderão ser apreciadas de perto e em detalhes. Pra mim, neste tipo de show, mais intimista, funciona muito bem até mesmo aquele bordado meticuloso, com peças pequenas, delicadas e que fazem toda diferença quando se olha de perto. Detalhes grosseiros na costura, um figurino mal acabado ou mal conservado, serão facilmente percebidos. E o mesmo se aplica aos acessórios.
Por essa razão, eu sempre reservo meus melhores figurinos para esse tipo de show e faço uma vistoria meticulosa nas minhas roupas de Dança do Ventre, dias antes de entrar em cena.
Show em Teatros e Grandes Ambientes - Não é porque o público está longe que você não vai se apresentar com um figurino decente, né? Não se trata disso. Mas, sem, dúvida alguma, dependendo da iluminação, do efeito cênico pretendido e da distância do público (principalmente as primeiras filas) pouco importa se seu figurino é ricamente bordado ou não.
Eu já vi figurinos belíssimos morrerem em cena porque a sua beleza estava em detalhes muito pequenos e o material usado no bordado não refletia suficientemente a luz. E foi por isso, que eu passei a utilizar o conceito de “figurino cênico” nas minhas produções artísticas, tanto em solos, quanto na apresentação em grupo das minhas alunas. Eu explico.
A roupas de Dança do Ventre voltadas primordialmente para uma finalidade cênica, deverão atender, pra mim, aos seguintes critérios mínimos:
  • Serem bem acabadas, de modo a oferecerem qualidade, conforto e segurança às bailarinas em cena;
  • Serem obrigatoriamente bordadas com materiais que reflitam muita luz, tais como os canutilhos, pedras médias a grandes, paetês e lantejoulas holográficas. Essas últimas têm efeito de strass à longa distância;
  • Possuírem um baixo custo, quando oferecerem uma limitação na sua utilização. Isto se aplica àqueles figurinos que são belíssimos quando apreciados à longa distância, mas que são pobres em detalhes quando vistos de perto.

Por várias vezes minhas turmas optaram por esse tipo de figurino, principalmente quando não havia real interesse de investir num figurino mais caro, uma vez que não ser tratavam de roupas de Dança do Ventre exclusivas. Isto é, várias colegas teriam a mesma roupa, todas da mesma cor.
Não estou dizendo aqui, que figurinos ricamente bordados não funcionam nos grandes palcos, tá? Lógico que funcionam! Depende do material que for utilizado na sua confecção. Apenas quero deixar aqui, outra opção de se fazer algo mais em conta, com qualidade e efeitos dignos de uma grande apresentação.

Qual o figurino vai ser mais adequado para o impacto que se pretende causar?
Arrisco dizer que quando falamos em causar impacto durante uma apresentação de Dança do Ventre, a primeira imagem que vem à cabeça é a da bailarina surpreendendo o público com algum movimento inesperado. Inclusive, existem muitos cursos no mercado com a proposta de ensinar os ditos "movimentos impactantes". Muito legal essa ideia. 
No entanto,  não é exatamente disso que estou falando aqui. Eu me refiro à impressão e ao sentimento que a bailarina deseja causar no seu público. Em que estado de ânimo ela encontrou a plateia e em que estado de ânimo ela deseja deixá-la, ao final da sua apresentação.
Acredito que, toda bailarina tem potencial pra conduzir o seu público como um maestro conduz os seus músicos. Basta que esteja consciente do seu propósito e use alguns artifícios para isso.
Neste artigo eu vou discutir dois recursos bem simples de serem colocados em prática:
Usar o Senso Comum - Todos nós somos dotados de várias ideias pré-concebidas e utilizá-las nas apresentações de dança me parece ser um dos caminhos mais fáceis, práticos e rápidos de alcançar os nossos objetivos. Por exemplo: O romantismo está muito associado a sons suaves, a movimentos lentos, às expressões de contemplação. É comumente um conceito que nos remete ao passado, a uma época de mais delicadeza, com predomínio do sonho sobre a realidade e quando o assunto é figurino, as roupas de Dança do Ventre também podem nos trazer esses conceitos. Um traje esvoaçante, com tecidos e bordados delicados, mostrando certo recato, por exemplo, tendem a despertar e potencializar o sentimento de romantismo na plateia.
Isso não significa dizer que você, uma artista, não possa quebrar esses paradigmas e usar outros conceitos (como escuro, pesado e frio) para despertar o mesmo sentimento de romantismo. Lógico que pode! Só vai depender da sua habilidade para unir conceitos normalmente antagônicos, à mensagem que deseja passar. Sendo assim, é provável que você tenha mais trabalho para transmitir a mensagem correta. Mas nada lhe impede de criar por diferentes caminhos. A arte nos propicia isso. Optar pelo senso comum é apenas o caminho mais fácil.
Usar a Psicologia das Cores - Está amplamente comprovado que as cores são eficientes recursos para despertar emoções. No nosso dia a dia, utilizamos as cores para decidir o que comprar, o que vestir, às vezes até o que comer. Logo, conhecer um pouco a respeito de como as cores influenciam as pessoas pode ser muito útil na hora de montar o seu espetáculo inteiro ou até mesmo uma única apresentação.
Sabendo disso, acredito que vale muito à pena entender melhor a influência das cores sobre nossas emoções, para utilizar os mesmos conceitos na hora de escolher as nossas roupas de Dança do Ventre. Por que não??? Veja alguns exemplos logo aqui abaixo:

Qual modelo, cor ou estilo fica melhor em mim?
Além dos aspectos mencionados acima, que podem interferir na escolha correta do seu figurino, é importante se pensar na adequação daqueles detalhes, ao biotipo e, quando possível, à personalidade da bailarina. Eu digo “quando possível” porque existem situações, como já mencionei neste artigo, nas quais o mais importante é o conjunto da obra e não os aspectos individuais.
No entanto, como cada bailarina do grupo precisa se sentir confortável e segura em cena, o aspecto individual não pode ser negligenciado totalmente. Do contrário, o grupo não funciona. Nesse caso, a palavra de ordem pra mim é equilíbrio. Equilíbrio entre o individual e o coletivo.
Você, com certeza, já tem uma ideia do que combina mais com o seu jeito e, portanto, o que lhe cai melhor. Mas tome cuidado para não ser crítica demais com a sua aparência, ao ponto de não lhe permitir novas experiências. Muitas vezes estamos presas em modelos de beleza que não correspondem à realidade e, por isso, nada têm a acrescentar nas nossas vidas. Por isso, seja generosa consigo mesma e escolha suas roupas de Dança do Ventre com sabedoria.
Vestido ou Duas Peças? Por mais bonito e elegante que seja o traje, tem muita gente que torce o nariz quando vê uma bailarina dançando com uma peça única. O nosso meio está tão acostumado com o “padrão duas peças” que muitas bailarinas não admitem outra possibilidade de figurino. Tanto que criam uma série de regras sem muito sentido para o uso dos glamourosos vestidos bordados. Mas o fato é que não existe muita regra quanto ao uso do vestido, em se tratando de Dança do Ventre num sentido mais restrito, isto é, a dança show.
Há muito os vestidos foram incorporados na Dança do Ventre porque, a depender da época e do local, não se admite bailarinas (principalmente as bailarinas árabes) dançando com barriga a mostra. Lembre-se que as roupas de Dança do Ventre de duas peças, que tanto conhecemos hoje, não foi uma proposta genuinamente árabe. Portanto, se ele lhe cai bem, se valoriza o seu corpo, a sua presença em cena, os seus movimentos… querida, nenhum impedimento. Se joga!!! 
Vestidos são extremamente elegantes, oferecem mais áreas para serem bordadas e podem ser tão ou mais sensuais do que as roupas de duas peças. Portanto, escolha o que mais lhe agrada e veja no vestido, uma ótima alternativa para você variar as suas roupas de Dança do Ventre e surpreender ainda mais o seu público cativo.
Figurinos Ousados - Na minha opinião, os figurinos mega decotados podem ficar lindos em cena, quando a bailarina sabe utilizá-lo de forma a valorizar sua dança e sua imagem. Por isso, não gosto de fazer o discurso nem do “contra” e nem do “a favor”. Tudo depende. Se o suas roupas de Dança do Ventre são ousadas, lhe caem bem e valorizam o que você tem de melhor, saiba usá-las com dignidade e se jogue!
Contudo, quem não se sente à vontade em expor muito o próprio corpo, não pense que sensualidade só está presente em trajes mínimos, decotados e transparentes. Sensualidade, acima de tudo, é uma questão de atitude. Não importa o quanto do seu colo ou das suas pernas estejam à mostra. Nunca se esqueça disso!
Tamanho do Top e do Cinturão - Eu, no que diz respeito ao Top, particularmente acho que quanto mais área pra ser bordada, melhor. Mais rico tende a ficar o seu figurino. Os ateliers, de modo geral, sabem que um ou dois tamanhos acima do manequim da bailarina tendem  a ser a medida  ideal para a parte superior das roupas de Dança do Ventre.
O top maior tende a valorizar e modelar os seios. Mas isso não quer dizer que o Top não possa ser decotado. São conceitos diferentes e que podem estar em perfeita harmonia com o conforto e com a segurança que o figurino pode e deve oferecer à bailarina.
Quanto ao cinturão, acho importante que ele fique na medida certa do seu quadril, cobrindo por completo o cós da saia que está por baixo. Observe se ele não está apertado demais, deformando o seu corpo ao criar dobras no seus quadris. Por outro lado, ele também não pode ficar muito solto, ao ponto de dançar mais do que você.
Saias Justas ou Rodadas? Curtas ou Longas? A arte é libertadora! Ela nos permite criação e inovação em todos os sentidos e isso se reflete também nas roupas de Dança do Ventre, abrindo um leque infinito de possibilidades. Muitas bailarinas, incluindo as de nacionalidade árabe, abusam dos figurinos curtos e mega justos. E muitas vezes, é uma questão de modernidade e ousadia.
Geralmente os figurinos mais justos, com corte reto e as saias mais curtas, dão exatamente esse aspecto mais atual. Contudo, eu prefiro não fechar muito essa questão. Acho que o mais importante é você ver o modelo que mais valoriza o seu corpo. Aquele que mais tem a ver com a sua proposta de apresentação, aliando o modelo da saia com outros elementos.
Tudo conta. Cor, tipo de bordados, detalhes e tecidos. Dessa forma, faça suas escolhas e acerte em cheio na mensagem que você quer passar enquanto dança.
Comprimento das Saias Longas - Muitas bailarinas têm verdeiro pânico de pisarem nas sua saias e, por isso, acabam deixando o comprimento das suas roupas de Dança do Ventre curto demais. Geralmente na altura dos tornozelos. Eu, particularmente gosto da saia tocando o chão quando não estou na ponta dos pés. Assim, fica elegante e confortável ao mesmo tempo.
Além do mais, é preciso entender que uma coisa é como o figurino se comporta quando você está parada. Outra coisa é quando você está em movimento e, principalmente, na meia ponta. Outro fator importante é que, dependendo do seu biotipo, sua saia deve ser mais comprida na parte de trás para não ficar curta e desalinhada no seu corpo. Já pensou nisso?
O fato é que não tem mistério não. Na hora de experimentar o seu traje, antes de comprá-lo ou de finalizá-lo, esboce alguns movimentos, desloque-se na meia ponta e, depois, decida sobre o comprimento que mais lhe deixa bem vestida e confortável ao mesmo tempo.
Saias curtas demais ou longas demais, com toda certeza, vão comprometer o seu visual e, às vezes, até mesmo a sua dança. Por isso, outra boa dica é treinar! Experimente. Habitue-se com o comprimento adequado e seja feliz!

Fonte:
http://www.blognilzaleao.com.br/roupas-de-danca-do-ventre/

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Dança do Jarro ou Raks Al Brik

Raks Al Brik ou Dança do Jarro é realizada apenas por mulheres. Também é conhecida como dança do Nilo. Uma versão para a sua origem diz que ela tem relação com as cerimônias que eram feitas às margens do rio, pedindo que ele inundasse para fertilizar as terras. Em outra versão, essa dança representava a vida dos povos do deserto, da jovem que ia buscar água com o corpo todo coberto, 
A vida em regiões desérticas e a forte repressão sexual, estimularam a mente de cantadores e músicos. Alguns compunham versos e rimas de amor para cantar a beleza das moças que iam buscar água na fonte. Seus rostos ficavam quase sempre cobertos, assim como todo o corpo; porém, ao se aproximar da água era preciso arregaçar as mangas ou subir um pouco a saia para não molhar os trajes. Era o delírio dos rapazes que poderiam apreciar tudo o que ficava escondido.
Essa tradição é tão antiga que se perde no próprio tempo. As mulheres, para carregarem os pesados jarros cheios de água, colocavam tecidos sobre a cabeça e andavam equilibrando os potes. Muitos desses jarros eram feitos de barro, se caíssem poderiam se quebrar; isso daria muita confusão para uma escrava. Dessa habilidade de equilibrar um jarro sobre a cabeça, nasceu um tipo de dança comum no Norte da África. Muitos senhores de escravas ofereciam para seus hóspedes, exóticas apresentações na hora de servir o vinho. As coreografias eram marcadas por giros e movimentos rápidos dos pés, sem que uma gota sequer do conteúdo dos jarros caísse no chão.
Ao final da apresentação, o líquido era despejado em taças de metal para ser bebido pelos convidados.
Com toda certeza retrata a importância da água para os povos árabes, que a consideram de extremo valor por causa de sua escassez no deserto; representa as cerimônias à beira do rio Nilo ou as caminhadas das mulheres para irem até o rio ou aos oásis em busca de água e no caminho, descansam, refrescam-se, brincam com a água para depois voltar às suas tendas. 
Falando de jarro, nenhuma mulher, fica à beira do rio Nilo dançando e cantando ao buscar a água, não da maneira que costumamos ver por aí nos palcos, ao contrário de um dabke libanês típico, que ocorre normalmente em suas comemorações. A dança com o jarro é uma representação de uma parte da cultura egípcia, ligada ao rio Nilo. Não é folclore, mas a representação de uma parte da cultura mais rural. Essa história começou com um bailarino chamado Mahmoud Reda, que começou a levar para os palcos parte da cultura árabe, representando assim, muito do seu cotidiano.
Ao se representar a Dança com o Jarro, pode-se fazer uma ligação ao elemento água com a bailarina representando e interpretando a rotina das camponesas, que caminhavam de sua casa até o rio, onde descansavam, refrescavam-se, pegavam um pouco de água em seus jarros e retornavam.
Dizem que em ocasiões especiais, como o nascimento de bebês, a dança do jarro também é executada, pois numa visão mística, a água representa o resgate da sensibilidade e dos sentimentos. Para os egípcios, o jarro representa o coração e a ideia principal da dança é permitir que os sentimentos mais agradáveis estejam entre as bailarinas e o público.

Indumentária
Os trajes mais recomendados são os mais reservados, como vestidos ou túnicas, pois essas mulheres cobriam o corpo todo tanto para se proteger do sol como por motivos religiosos. Para imitar o traje das beduínas, o ideal seria, inclusive, utilizar os chadores, véus que cobrem o rosto.
O figurino é sempre um vestido bem rodado até o pé com mangas compridas ou não de estampa lisa, listrada ou com motivos geométricos ou florais. Procure sempre pensar no que as egípcias camponesas costumam usar no cotidiano.
Além do traje, é importante equilíbrio, habilidade e bastante expressão corporal e facial para que a dança incorpore todo o valor simbólico do jarro. Assim, o público pode perceber toda a importância da água e os sentimentos que afloram com essa dança.

O jarro
Os jarros podem ser de cerâmica, apesar de serem mais pesados, e com alça para melhor segurá-lo, mas é possível utilizar de plástico e sem alça. Algumas vezes, jarros transparentes são usados para mostrar que estão cheios de água, e prevalece a exploração da habilidade, do equilíbrio, da destreza em colocar o jarro na cabeça efetuando uma volta de 360° para dispô-lo na cabeça sem derrubar uma gota d'água.
** Podemos fazer esta dança tanto folclórica/celebração/alegria ou  como ritualística/sagrada.**
 
Ritmo
Dentro dessa dança, utiliza-se um vestido bem largo e, geralmente, colorido e o ritmo costuma ser o fallahi, que é um maksoum modificado, mais acelerado (ritmo árabe dos camponeses egípcios - dum kaka dum ka - pode ter variações) e binário e os gestos representando banho, brincadeiras e sede, aliados ao charme, aos passos simples, saltitantes e alegres e à felicidade de estar desfrutando de um rio fértil.
Se possível, ao escolher sua música pro jarro, procure saber a letra, caso seja cantada. Use aquelas em que exaltam seu país ou falam de seu cotidiano, pois são contagiantes e representam a alegria de um povo. É preciso habilidade, equilíbrio e boa expressão facial, pois é uma dança teatral.

A dança
Os movimentos costumam englobar passeio no bosque segurando o jarro na cabeça com uma mão, ou fazendo movimento como se fosse pegar água do chão. Além disso, você pode brincar com ele, colocando ora nos ombros, ora fingindo que está bebendo água ou como uma oferenda aos deuses. Tudo de maneira graciosa e alegre já que estamos celebrando algo tão bom.
Importante lembrar que a Dança com Jarro nada mais é que uma dança fallahim, portanto, os passos básicos são do fallahim. O Jarro é apenas um elemento cênico, como poderia ser as flores, o cesto, etc.

OBS: Fallahi significa que vem do campo, do interior do Egito, palavra vinda de um fallahim.
Os fallahim são os camponeses, os fazendeiros. Há uma variedade de danças e o ritmo fallahi é comumente usado nelas. Dança-se com cestos de coleta de algodões, peneiras, cheios de flores e jarros ou bacias cheias de água. Pode ser dançado livremente ou com casais também.
A identidade interiorana, a simplicidade dos campos, dos agricultores e pecuaristas caracterizam as danças fallahi.
Os ritmos tradicionais como saidi, fallahi, baladi, ayubi, soudi, wahda e suas variações, são comumente utilizados e suas roupas são as galabeyas e trajes típicos de cada região.

Fonte:
http://rosangelabronca.blogspot.com.br/p/estilos-de-danca.html
http://maritaitdancadoventre.blogspot.com.br/2011/05/danca-com-jarro-raks-al-brik-ou-raks-al.html
http://www.bagdadancadoventre.com/Folclorica.html
http://aluzzasalihah.blogspot.com.br/2010/09/racks-al-brik.html
https://cadernosdedanca.wordpress.com/2010/06/30/danca-do-jarro/
http://hannaaisha.blogspot.com.br/2009/02/danca-do-jarro.html
http://shamskeifir.blogspot.com.br/2014/10/danca-fallahi.html