sábado, 18 de abril de 2015

Divas da Atualidade: JILLINA

Ganhadora de vários prêmios da IAMED (International Academy of Middle Eastern Dance – responsável por premiar as melhores bailarinas) e da Giza Academy como “Melhor Bailarina de Egípcio Moderno”, “Melhor dvd instrutivo” e “Bailarina do Ano”, Jillina sempre dançou, desde pequena. No início era hip hop, jazz e ballet e assim que conheceu a dança do ventre não demorou para dominar as técnicas e passos e fazer um mix de estilos para criar o seu próprio original. “Eu fiquei obcecada com essa dança, com a música, movimentos e toda a sua expressividade”, declara em entrevista ao site Oriental dancer (em inglês).
Jillina fundou em 1999 a Companhia Sahala Dancers de Los Angeles, na Califórnia. A partir daqui, esta bailarina provou que queria levar a dança do ventre para um outro nível. É uma escola de alto padrão que exige que todos os membros tenham treinamento intensivo em ballet, jazz, hip hop, dança de salão, folclore, dança oriental e moderna, sem contar as habilidades para cantar, atuar e montar coreografias desenvolvidas durante o curso. Não é à toa que seu grupo é um dos mais prestigiados nos Estados Unidos e em grande parte do mundo.  Veja abaixo uma apresentação com o grupo.
Mas ela não parou por aí. Todo ano viaja para o Egito para aperfeiçoar a sua técnica e também visita vários países com seus seminários e shows. Já veio diversas vezes para o Brasil e em novembro de 2010 estará de volta pela escola Luxor de Dança do Ventre. E ainda produziu 9 dvds instrutivos traduzidos em cinco línguas, atualmente.
De 2003-09 atuou como diretor artístico e coreógrafo principal para as Bellydance Superstars e realizou com eles por mais de 700 shows em mais de uma dúzia de países. Auto-luzes incluem a execução no palco principal no Lolapaloza, The Follies Berger em Paris, Teatro da Rainha em Londres e Teatro Mohammed V em Rabaat, Marrocos. Jillina continuou em sua posição como coreógrafo principal até 2010.
Em agosto de 2009 criou BELLYDANCE EVOLUTION (espetáculo teatral com um enredo, bem como um ballet), com artistas de topo na campo da dança do Oriente Médio e da música.  Cada artista traz seu próprio estilo para o show, fazendo desta uma extraordinária coleção de diversos estilos de dança e música.
No verão de 2009 e 2010, Jillina foi o primeiro americano a ser convidado como artista de destaque no Gala de Encerramento prestigioso no Ahlan Wa Sahlan no Egito. 
Jillina é o dono da Evolution Dance Studios, localizado em Universal City, Califórnia, EUA. O estúdio oferece espaço de ensaio para alguns dos top Artists- de Hollywood Beyonce, Lady Gaga, coreógrafos de So You Think You Can Dance- e serve como um ponto focal para a Dança Comunidade Los Angeles.
Neste vídeo, extraído do dvd “Shape up and hip out”,  vemos em um mix entre pop, moderno e clássico.
Como dançar como a Jillina? Referências. Assista muitos vídeos, vá a shows de diversos estilos de dança, mas na hora de montar a sua coreografia use passos simples como básico egípcio, giros, camelos e batidas laterais. Note que é assim que ela dança: é a combinação que encanta. As músicas geralmente são pop, mas ela arrasa nas músicas clássicas e no derbake com as marcações perfeitas de quadril e tremidinhos de dar inveja. Aproveite o vídeo para pegar algumas dicas.

Preste atenção em como ela mistura  diversos estilos e brinca com ritmo e melodia da música. Note que as coreografias parecem complicadas, mas os passos dela são simples. É a combinação que encanta. Aproveite.
Jillina dando aula
 

Fonte:
https://cadernosdedanca.wordpress.com/2010/07/08/jillina/
http://www.jillina.com/index-6.html

sábado, 11 de abril de 2015

Divas da Atualidade: SAIDA


É difícil encontrar quem resista aos encantos da argentina Saida. Com seu estilo moderno e, ao mesmo tempo, sua postura clássica ela conquistou o mundo ao lado do músico Mário Kirlis e banda.


Sua forte presença na América do Sul, em especial por aqui, vai além da proximidade de fronteiras. Em geral, as brasileiras gostam da sua capacidade de dissociação corporal e da inventividade das coreografias, com muitos passos e poucas repetições.
Verônica Helou, filha de sírios, formou-se em Análise de sistemas pela Universidade de Palermo. Começou a dançar em 1983 e teve aulas com Olga Ferri, Ricardo Rivas, Rina Valver e Enrique Lomi. Em 1991 passou a ter aulas com o mestre Amir Thaleb, três anos depois, já tinha uma escola e, em 2002, formou o corpo de baile Rakkasah.
Entre arabesques e cambrês, movimentos muito utilizados pela bailarina, conquistou o mundo e entrou para o Bellydancer Superstars. Atualmente, está casada com Yami Announ, também bailarino, e mesmo gravidíssima apresenta-se com todo o charmoso barrigão de mãe.
“La reina”, como é chamada pelas fãs de sua terra natal, não costuma usar muitos acessórios e privilegia passos e jazz e balé clássico para deixar na dança do ventre a sua marca. Partes do corpo totalmente isoladas, quadril forte e alongamento absoluto são suas principais características. Tudo isso emoldurado por roupas diferentes, ricas em detalhes e que inspiram bailarinas de todos os lugares: modernas, com pouco ou nenhum bordado, trabalhadas com strass ou com as tradicionais franjas no cinturão.
Em entrevista para um site gringo, ela afirma que o mais importante quando dá aulas é informar seus alunos sobre a história, os ritmos e a técnica, pois não foram conhecimentos muitos explorados durante sua educação. O bate-papo é ótimo e recomendamos para quem arrisca no inglês.
Já em entrevista para a brasileira Renata Lobo, Saida afirmou que “as mãos devem ser as joias que embelezam a bailarina” e que é “difícil complementar a técnica com a expressividade”. Quanto a isso nós espectadores não temos dúvida de que ela é capaz, não é mesmo?

 

Fonte:
https://cadernosdedanca.wordpress.com/2010/12/16/saida/

sábado, 4 de abril de 2015

Divas da Atualidade: LULU


Na minha cabeça é simplesmente LULU, mas o que ela já mudou de nome... nessa autobiografia verificamos o porquê disso, a simplicidade e a garra, bravura dessa dançarina que muito me inspira e leciona como ninguém; e aqui conhecemos o seu currículo.
Lulu é sinônimo de dança do ventre no Brasil, é praticamente impossível não ter ouvido falar no seu nome. Depois de mais de 25 anos de carreira, Lulu já lançou cerca de 40 vídeos tutoriais e de apresentações nos quais explora técnica e exibe um pouco de seu estilo de dançar. No início, era conhecida como “a bailarina que dança com o coração”, bonito não?
Sua história na dança começou a ser escrita aos 17 anos, quado foi ver uma apresentação na casa de chá Khan el Khalili, que tinha apenas um ano. Na mesma época, começou a ter aulas com Sherahzad, bailarina armênia que ficou famosa no Brasil.
Em 1997, Lulu passou a ministrar aulas por todo o país e, dois anos depois, saiu para o mundo em busca de aperfeiçoamento. Farida Fahmi e Mahamoud Reda, Souhair Zaki, Nagwa Fouad, Dina, Morroco, Raqia Hassan e outros grandes nomes foram seus professores. Consequentemente, recebeu oportunidades de trabalho e, em pouco tempo, seu passaporte já tinha passagens pela Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, Islândia, México, Noruega, Japão, Portugal e, claro, Egito.
Lulu sempre foi estudiosa e procurava referências de nomes que você já conhece aqui do Cadernos, como Fifi Abdo, Naima Akef, Samia Gamal, Nadia Gamal e Tahia Carioca. Tudo isso nós podemos reconhecer em sua performance. Em uma entrevista, ela mesma conta como Farida Fahmi foi a primeira a dizer por onde ler a música.
Lulu não tem medo de ousar, veste roupas com cortes modernos, desde decotes até boás. Já usou desde o básico trio top-saia-cinturão até as roupas mais leves e com poucos bordados. Explora fusões, ao mesmo tempo em que elabora coreografias em homenagem aos nomes mais tradicionais da dança.
Atualmente dirige a escola Shangrilah House. Chega de falatório e vamos ao que interessa! Lulu faz movimentos bem pequenos, batidas suaves e tudo é bem compacto.  Adora usar pivôs em baixo e médio plano, fazer oitos laterais com quadril emendado com ganchos de perna. Ela raramente faz apresentações com acessórios modernos, como com fan ou pói, porém, usa e abusa do véu tradicional, com um domínio que poucos têm. Faz brincadeiras com o público e com os cabelos.

Lulu dando aula
 

Lulu dançando
 

Fonte:
https://cadernosdedanca.wordpress.com/2010/10/21/lulu-sabongi/

sábado, 28 de março de 2015

Bellynesian

Os vídeos abaixo mostram a dança polinésia original:
 

Segundo a bailarina Sonia Ochoa, uma das integrantes do grupo Bellydance Superstars, a dança do ventre é uma maneira de traduzir o ritmo e a melodia da música árabe em movimentos do nosso corpo.
Pensando nisso, ela estuda a bellynesian, dança típica do Tahiti, que se assemelha muito com a dança do ventre nos passos, postura e até mesmo na dissociação corporal.
Para ela a fusão entre essas duas danças é inevitável. Por isso, vamos estudar neste post algumas características desta fusão.
A dança Hula é típica do Havaí e muito antiga. Mais que uma dança, ela faz parte da cultura da região e é baseada na religião. É repleta de cantos e rica em ritmos e acessórios naturais como flores na cabeça.
Esta dança procura vangloriar a natureza, por isso muitos movimentos lembram, por exemplo, o balanço das ondas do mar. Desta forma, os bailarinos refletem sobre a vida e seus sentimentos.
Claro que com o passar dos anos, o show business inseriu a dança havaina no contexto mundial o que fez com que esta dança perdesse um pouco das suas características essenciais.
Hoje em dia é quase impossível ver uma dança serena, ela é praticamente regada por elementos cênicos ou costuma aparecer em muitas fusões, como no caso do Bellynesian. Lembra da dança do jarro? Ela pode ter algumas características desta fusão. Veja o vídeo das bellydance superstars com o jarro e a bellynesian.
Como que a dança hula aparece na dança do ventre? Comece pelos quadris. Pense nos oitos para baixo e para trás ou no redondo bem contido da dança do ventre. Agora, exagere nos movimentos.
Faça bem grande e trabalhe com seus joelhos e transferência de peso entre uma perna e outra. Assim, o movimento fica bem próximo aos da hula.
O segredo está também na direção do seu dedão do pé. Isso mesmo. Na dança do ventre, mantemos, na maior parte do tempo, os pés paralelos no chão, certo?
Na Bellynesian deixamos bem levemente os dedões virados na diagonal para fora. Experimente: o movimento sai bem maior. Mas não esqueça de deixar os seus joelhos acompanharem o movimento dos pés, senão você pode se machucar.


Fonte:
https://cadernosdedanca.wordpress.com/2011/02/23/bellynesian/

sábado, 21 de março de 2015

Bellypop

 
A passagem da cantora Shakira provoca êxtase em muitos fãs. A colombiana hipnotiza ao misturar suas canções pop com coreografias de dança do ventre (e eu apelidei de bellypop - rs). Após o show de Shakira, que aprendeu a dançar aos quatro anos de idade com a avó libanesa, o ritmo tem se popularizado entre mulheres de todas as idades.
Para quem pretende dançar, não há restrições. A arte milenar criada pelas sacerdotisas egípcias há sete mil anos é, além de um exercício físico, uma atividade terapêutica. A consciência corporal aumenta e há um reencontro com a feminilidade, já que a prática pode levar ao aumento da autoestima e à superação de bloqueios emocionais e corporais. A dança do ventre é extremamente sensual e, por isso, é tão comum dançarinas mostrarem grande habilidade nos palcos mesmo estando acima do peso considerado “ideal”. O grande desafio é a dançarina aceitar seu corpo exatamente como ele é e se permitir entrar no ritmo do derback (instrumento de percussão étnico oriental).
Conhecido como a dança da fertilidade, o ritual evocava a fecundidade da terra e das mulheres. Até hoje é comum, durante cerimônias de casamento, dançarinas tocarem o ventre da noiva desejando um bom parto. O movimento massageia os órgãos internos femininos, aliviando tensões e dores, como cólicas, além de fortalecer a musculatura das pernas, abdômem e pélvis.
 

Curiosidade: A dança do ventre chegou ao ocidente após o filme “As mil e uma noites”, lançado em 1942. Desde então, o ritmo árabe vem crescendo e, em Porto Alegre, é possível encontrar diversas escolas especializadas na modalidade. Cantores como Tony Mouzayek, que nasceu na Síria mas mora no Brasil desde 1970, ajudam a divulgar a música árabe. Suas canções ficaram conhecidas durante a novela “O Clone”, que mostrava a cultura oriental. O libanês Fady Harb, que realizou um show na capital gaúcha início de abril, inova misturando ritmos tradicionais com a música eletrônica, divulgando a cultura árabe entre os jovens em todo o mundo.

Fonte:
http://www.ufrgs.br/vies/vies/danca-do-ventre-para-quem-quiser-dancar/

sábado, 14 de março de 2015

Belly Zouk ou Zouk Árabe?

Nas ruas desde 2012, dispensa comentário; né?
Vamos assistir as coletâneas de vídeo que fiz dessa fusão de dança do ventre com zouk.

 

Mas pra quem não conhece... o zouk (pronuncia-se "zuque") é um ritmo lento de lambada originários das Antilhas Francesas de Guadalupe e Martinica. Autores de música Charles De Ledesma e Gene Scaramuzzo trace o desenvolvimento do zouk ao Guadalupe gwo ka e Martinica bélè (gwo ka e ti bwa).
O criador do zouk foi o grupo Kassav', que misturou o calipso, um estilo musical afro-caribenho, e a makossa, um estilo musical originário das regiões urbanas do Camarões, ganhando o nome de zouk na Europa, em 1985, através da música "Zouk la sé sèl médickaman nou ni", que cunhou o estilo com o nome zouk. É de notar que zouk não era o nome do estilo musical: de facto, os Kassav' nunca tinham atribuído esse nome ao estilo que desenvolveram, significando zouk, em Crioulo do Haiti, "festa". Por outras palavras, o nome da música em português é "A festa é o único medicamento que temos". Como em França pouca gente entendia o Crioulo, e o nome que sobressaía do título era zouk, o estilo passou a ser conhecido, então, por zouk.


Zouk - que significa "festa" - é uma dança praticada no Caribe, mais frequentemente nas ilhas de Guadalupe e Martinica. Assim como o merengue, o zouk é dançado trocando-se o peso basicamente na cabeça dos tempos musicais (o que muitos professores de dança chamam simplesmente de tempo). Afora algum estilo que utiliza somente a cabeça do tempo, em geral entre as cabeças se marca também no intervalo entre as mesmas, no que é chamado de contratempo (como por exemplo no samba)- marcado com o chamado 1,2. No contratempo, se faz o movimento característico do zouk: uma ginga ou um movimento sinuoso (onda) conhecido como cobrinha.
No Brasil, utiliza-se a música zouk para uma espécie de dança oriunda da lambada, porém com movimentos mais adaptados ao andamento da música. A lambada era muito rápida e frenética, impossibilitando muitos passos que existem hoje. A dança zouk brasileira possui hoje vários estilos. Mas a base para a dança nunca deixou de ser a lambada e os giros e movimentos de braços presentes na salsa, soltinho, rock and roll e forró, entre outros.
É preciso ter muito cuidado para não confundir a música com a dança. A dança zouk brasileira pode ser dançada com diversos ritmos: kizomba, tarraxinha, cabolove, cabozouk e zouk R&B. A dança zouk do Caribe (passada) está em muitos lugares, como França e Inglaterra. Os principais polos do zouk caribenho são Cabo Verde e Haiti. A dança e estilo musical kizomba, que é parecido com o zouk, é de origem angolana, tendo forte implementação nos países africanos de língua oficial portuguesa, mas não está relacionada com o zouk dançado no Brasil. O zouk love é um ritmo mais lento da dança zouk.


Considera-se que o zouk dançado no Brasil não é o mesmo dançado no Caribe. Os passos brasileiros são semelhantes aos da lambada, mas realizados mais lentamente. O ritmo dançado nos demais países é chamado de zouk love e seus passos são diferentes, por serem mais suaves. O zouk love possui três passos principais: o zouk cannelle (canela), o zouk gingembre (gengibre) e o zouk piment (pimenta”).
Para esses passos, é necessário considerar que os momentos de transferência do peso corporal ocorrem com movimentos de inclinação e de circundação da cabeça. O passo básico chamado canela se dá de maneira semelhante ao caminhar, para a frente e para trás, durante o qual o homem e a mulher se colocam de frente um para o outro .
Assim, o membro inferior direito de cada dançarino estará próximo ao membro inferior esquerdo de seu parceiro. O movimento é iniciado com a perna direita do homem projetando-se para a frente e, consequentemente, a perna esquerda da mulher projetando-se para trás. A seguir, ambos se reparam, agrupando os membros inferiores, para "dar um passo" no sentido oposto: a mulher movimenta a perna esquerda para a frente e o homem a acompanha com a perna direita para trás. Esse movimento de vaivém é contínuo ao longo da dança.
O passo gengibre envolve a semiflexão dos joelhos, seguida de extensão, assemelhando-se ao movimento de descer e subir. Essa movimentação, na articulação do quadril, é realizada à direita e à esquerda. Já o passo pimenta é a fusão dos anteriores (canela e gengibre), com o casal dançando o mais próximo possível, entrelaçando os membros inferiores. Embora algumas articulações tenham sido enfatizadas na descrição dos movimentos, na caracterização do zouk não basta apenas dar passos para a frente, para trás e para os lados. É necessário desenvolver todo o corpo ao dançar.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zouk

sábado, 7 de março de 2015

BellyTango

Misture a delicadeza e a sensualidade da dança do ventre com a dramaticidade e a elegância do tango e você terá o… “bellytango” ou “tango-ventre” ou qualquer outro nome que quiser dar para essa fusão. Não se sabe exatamente quando surgiu, mas trata-se de um fenômeno contemporâneo.
“O tango é um pensamento triste que se pode dançar”, disse Enrique Discépolo (1901-1951), letrista argentino. Para a fusão podemos dizer mais ou menos a mesma coisa, mas para entendê-la melhor, nada como resgatar um pouco da história do tango, afinal, de dança do ventre conhecemos um pouco mais.
O tango nasceu nas ruas e casas noturnas da Buenos Aires do final do século XIX. Na época, era dançado por homens e só depois começou a ser difundido e circular entre casais de imigrantes ou proletários. Com o tempo, conquistou as classes altas e o mundo, principalmente com Carlos Gardel e a revolução estrutural de Astor Piazzolla, em 1950.
Nesta fusão, a expressividade é uma questão essencial, afinal, a dança do ventre, mas principalmente, a portenha é muito marcada pela expressão facial dos dançarinos. Outro detalhe é a postura, que na dança do ventre é um pouco mais suave e relaxada e no tango é tensa e bastante alongada.
No chamado bellytango ou tango-ventre, é possível se apresentar dançando sozinha, em casais ou grupos. Os passos mais repetidos quando misturam-se esses estilos são o “gancho” (aquela levantadinha de perna) e o “ocho” (aquele oito ou símbolo do infinito feito deslizando a pontinha do pé no chão).
Nanda Najla é uma das bailarinas brasileiras que trabalha a fusão, como no vídeo aí acima, interpretando “La cumparsita” com Carlos Clark. Em entrevistas, ela afirma que é fundamental ter conhecimentos de teoria e leitura musical. O tango, por exemplo, é caracterizado por um compasso dois por quatro. e na música árabe, bem, você já está cansada de saber que há diversos ritmos com bases diferentes.
As músicas são inspiradas nos tangos argentinos e podem ser mais tradicionais, puxadas para o tribal ou também para as batidas eletrônicas. Se você quer se arriscar, procure informar-se sobre o tango para incorporar na sua dança do ventre elementos adequados e que realmente sejam desta outra dança, evitando descaracterizá-la na fusão.
Para inspirar você selecionamos um vídeo de Amir Thaleb, que abre este post, responsável pela melhor adaptação da fusão que encontramos até agora. Amir dá um show e realmente mistura ambas as danças, ao contrário de alguns profissionais e amadores que dançam parte da música com movimentos de dança do ventre e outra parte com os do tango.
 


Fonte:
https://cadernosdedanca.wordpress.com/2011/04/12/tango-e-danca-do-ventre/