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sábado, 6 de agosto de 2016

Quando você ouve música árabe?

Se você dança há um tempo já sabe que dança do ventre e música árabe estão sempre juntas. Uma deve seguir a outra. Uma aduba e inspira a outra. O corpo da bailarina deve traduzir os sons da música em movimento.
Pra isso acontecer, a gente tem que ter o ouvido bem apurado. Temos que ter cada vez mais intimidade com a música árabe, perceber suas nuances, suas alterações, ritmos, velocidades, instrumentos.
Uma das formas de se ter conhecimento da música é escutar várias e com frequência. Por isso a gente te pergunta: quando você ouve música de Dança do Ventre? Só nas aulas que você ministra ou faz? Mas isso é muito pouco...
Sim, sabemos que a vida está cada vez mais corrida e você ouve bem menos do que gostaria. Por isso aqui tem dicas de quando você pode ouvir as deliciosas canções árabes, pra treinar cada vez mais seu ouvido. Desta forma você concilia sua vida corrida com sua paixão pela dança e sua vontade de dançar cada vez melhor.

Vamos às dicas:
Indo para o trabalho de carro: Se você vai de carro para o trabalho aqui está uma ótima opção: escute no aparelho de seu carro. Seja em CD, MP3, ou tablet. (só não coloque muito alto som pra não te atrapalhar a dirigir!).
Indo para o trabalho de transporte público: Não é porque você não vai de carro que não pode curtir suas músicas favoritas. Grave elas num MP3 e aproveite o caminho pra se inspirar, pra lembrar dos movimentos que aprendeu na aula passada ou nos passos que pretende usar na próxima coreografia.
Quem trabalha em casa: Se você não precisa se deslocar pra chegar ao trabalho, não se preocupe. Talvez você tenha ainda mais oportunidades de ouvir as músicas. Enquanto faz as tarefas domésticas ou enquanto faz outros trabalhos, coloque no aparelho de som ou no MP3.
Quem trabalha no computador: Se seu trabalho no computador permitir, aproveite para escutar o que adora. Coloque suas músicas de dança do ventre preferidas e lembre dos fones de ouvido pra não atrapalhar quem trabalha ao lado!
Quem lava a louça (acho que todas!): Se você já passou dos 11 anos de idade é provável que tenha que lavar louça, e todo dia, ou toda semana. E já que temos que lavar louça, que tal fazer isso ouvindo músicas que a gente adora e se inspira? Uma forma da tarefa ficar menos chata e nos deixar mais animadas.

Aproveite os momentos pra se aproximar mais da música árabe.

Fonte:
http://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/artigos/26/quando-voce-ouve-musica-arabe/17289

sábado, 5 de setembro de 2015

História da música árabe

Dei uma parada no estudo dos ritmos para falar deste assunto porque achei bem legal e mantém o assunto principal em foco: música árabe.
O termo música árabe  pode ser aplicado a vários estilos e gêneros de música distribuídos por vários países, com culturas diversas, já que a cultura do povo árabe se espalhou por diversas áreas, em especial no Oriente Médio e na África do Norte.
Ela é caracterizada por uma ênfase na melodia e ritmo, em oposição à harmonia. Há alguns gêneros de música árabe que são polifônicos, mas normalmente, a música árabe é homofônica.
Tal tradição possui raízes na poesia do período pré-islâmico conhecida como "jahiliyyah" (ou "poesia do período de ignorância"). O canto era tarefa confiada às mulheres com belas vozes que aprendiam também a tocar instrumentos (tambor, ud, rebab, etc...) e em seguida, executavam canções respeitando a métrica poética. As composições eram simples, cantadas em um único "maqam" (sistema modal utilizado na música árabe tradicional). Tanto a composição quanto a improvisação musical são baseados no sistema maqam. Maqams são executados na música vocal ou na instrumental sem incluir o componente rítmico.
  • Al-Kindi (801-873 d.C.) foi o primeiro grande teórico da música árabe. Propôs a adição de uma quinta corda ao ud e teorizava sobre a conotação cosmológica da música. Publicou quinze tratados de teoria musical, sendo que apenas cinco restaram. É em um de seus tratados que a palavra ''muziqa" foi usado pela primeira vez em árabe.
  • Abulfaraj (897-967) escreveu importante livro, o "Kitab al-Aghani", uma coleção de poemas e canções em mais de 20 volumes entre os séculos VIII e IX.
  • Al-Farabi (872-950) escreveu um livro notável sobre a música islâmica intitulado ''Kitab al-al-Kabir Musiqi'' (O Grande Livro da Música). Seu sistema tonal ainda é usado na música árabe.

Om Kalsoum
Em 1252, Safi al-Din desenvolveu uma forma única de notação musical, onde ritmos foram representados por formas geométricas.
No século 20, a cidade do Cairo torna-se um centro de inovação musical. Ali, a primeira mulher a assumir uma abordagem musical secular moderna foi Om Kalsoum, rapidamente seguida pela libanesa Fairuz, ambas consideradas lendas da música árabe.
Em 1932, é realizado o Congresso de Música Árabe, um grande simpósio e festival que reuniu no Cairo de 14 de março a 3 de abril estudiosos e artistas de todo o mundo de língua árabe. Delegações de músicos de Argélia, Egito, Iraque, Marrocos, Síria, Tunísia e Turquia se fizeram presentes. Sugerido ao rei Fuad I pelo barão Rodolphe d'Erlanger, o Congresso pretendeu ser o primeiro fórum em grande escala a apresentar, discutir, documentar e registrar as inúmeras tradições musicais do mundo árabe, Norte da África e Oriente Médio (incluindo a Turquia), discutindo-se o futuro, passado e presente da música árabe, pois à época acreditava-se que várias de suas manifestações estavam em declínio, fazendo recomendações para a sua revitalização e preservação. Foram registradas 360 performances pelos grupos visitantes, sendo gravados 162 discos pela empresa HMV (EMI). Além disso, propostas para a modernização e padronização da música árabe foram apresentados, incluindo uma proposta para uniformizar o sistema tonal para 24 compassos por oitava, restaurando o sistema anterior não-temperado, inerente aos antigos estilos. O delegado egípcio Muhammad Fathi recomendava que os instrumentos ocidentais fossem integrados aos conjuntos árabes, devido ao que ele acreditava serem suas superiores qualidades expressivas. Três congressos semelhantes foram realizadas nos anos seguintes, mas nenhum da dimensão e influência do que ocorreu em 1932.
Durante os anos 1950 e 1960 a música árabe começou a assumir um aspecto mais ocidental com instrumentos e letras árabes. Melodias são muitas vezes uma mistura entre estilos orientais e ocidentais.

Fonte:
http://www.infoescola.com/musica/musica-arabe/