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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Dança dos 7 Véus

Hijab: assim é a palavra “véu” em árabe, e significa “o que separa duas coisas”.
Separa o conhecido do desconhecido. Não apenas um enfeite, um acessório a mais, o véu mostra existir algo muito precioso que está escondido. Apenas o véu, de toda a indumentária usada na dança, permite uma interação tão sutil e suave do corpo com as vestes.
Reza a lenda que sua origem remota no antigo Egito, a Dança dos Sete Véus era executada pelas sacerdotisas em homenagem à Deusa Ísis, e representava um ritual de experiências sucessivas de auto-conhecimento até a ascensão espiritual. A sacerdotisa envolve-se com os sete véus, na seguinte ordem de cores: vermelho, laranja, verde, azul, lilás, branco. A veste por baixo dos véus é de cor clara. Os sete véus podem representar os sete chacras hindus (básico, esplênico, plexo solar, cardíaco, laríngeo, frontal e coronário). Ao longo da execução da “Dança dos Sete Véus”, retiram-se sucessivamente, com graça e mistério, os sete véus, cujas cores se relacionam ao arco-íris. A retirada de cada véu, plena de fascínio, sugere a revelação gradual da Luz.
De onde veio a simbologia para o número Sete? Lembremos que a Numerologia nasceu no Egito e veio ao ocidente através do grego Pitágoras. Para Pitágoras, tudo era número. O filósofo transmitiu sua sabedoria a seus discípulos, os quais guardavam absoluto sigilo sobre seu conhecimento. Passado muito tempo, os ensinamentos pitagóricos foram chegando até nós, como ruínas de um templo. O número Sete simboliza a combinação do Três (Céu) com o Quatro (Terra): o 3, representado por um triângulo, é o Espírito; o 4, representado por um quadrado, é a Matéria.
O Sete simboliza a totalidade dos mundos. A Dança dos Sete Véus eleva a bailarina em direção à plenitude do conhecimento.
Há também a versão de que inicialmente era dançada com 49 véus, passando mais tarde a ser realizada com apenas 7 véus, e era realizada em homenagem à Deusa Babilônica Ishtar ou Astarte, deusa do amor e da fertilidade. Segundo os babilônios, Tamuz, seu amado teria perdido a vida e foi levado para o reino dos mortos, e Ishtar, por amor, resolveu ir também para o reino dos mortos a fim de resgatá-lo. Determinada, Ishtar atravessou os 7 portais do mundo dos mortos, passando pelas 7 câmeras que haviam dentro de cada portal e lutando com os 49 demônios guardiões dos portais, Ishtar derrotou e dominou todos os demônios, deixando cair um de seus pertences durante as lutas em cada portal: um véu ou uma joia (cada um deles representando um de seus sete atributos: beleza, amor, saúde, fertilidade, poder, magia e o domínio sobre as estações do ano) Chegando assim, completamente nua ao final do último portal.
O véu representaria o que ocultamos dos outros e de nós mesmos. Ao deixar os véus Ishtar revela sua verdadeira essência e consegue unir-se a Tamuz, se tornando senhora do mundo dos mortos, e guardiã das chaves dos portais, que eram abertos somente para os iniciados.
No Egito, as sacerdotisas em seus templos, ofereciam a dança dos sete véus para a Deusa Isis, que dentro dela existe, e lhe dá beleza e força, representava um ritual de experiências sucessivas de auto-conhecimento até a ascensão espiritual, e era realizada em homenagem aos mortos. As sacerdotisas retiravam não só os véus, mas todos os adereços sobre o seu corpo, para simbolizar a sua entrada no mundo dos mortos sem apego a bens materiais. Os sete véus aludiam aos mistérios da deusa Isis.
Na Grécia a dança dos sete véus era realizada nos cultos da deusa grega Afrodite, a deusa do amor.
Com o tempo, a dança passou a ser realizada por bailarinas, que limitavam-se a retirar os véus, perdendo assim seu caráter espiritual, e ganhando uma conotação erótica, que permaneceu por muitos anos, até a redescoberta de sua verdadeira origem e significado.
Os sete véus simbolizam as sete cores do arco-íris, os sete planetas conhecidos na época da civilização egípcia antiga (que estão representados na dança como possuidores de qualidades e defeitos que influenciam o temperamento das pessoas), as sete notas musicais, os sete dias da semana, e os sete chacras (pontos energéticos do corpo humano). Na Dança dos Sete Véus, cada véu corresponde a um grau de iniciação, rumo á ascensão espiritual:
1º: Nesta iniciação a pessoa deverá trabalhar o domínio das tendências físicas inferiores básicas: purificação da alimentação, manutenção do corpo livre ao máximo de toxinas, transmutação da luxúria em amor, entre outras coisas. Neste estágio, a pessoa começa a tomar consciência de si mesma, como alma.    2º: Esta iniciação desenvolve o controle da camada emocional. Os desejos egoístas são substituídos pelo desejo de servir a humanidade e entra-se num trabalho intenso com a natureza emocional e psicológica. Aqui, o indivíduo toma consciência de quem é realmente, de todos os aspectos do seu eu, aceita-os e trabalha os aspectos negativos. A meta da segunda iniciação é fundir as metas e desejos pessoais, com as metas do Todo.      3º: Aqui o domínio do pensamento é o foco central. As formas de pensamento têm que se tornar claras e definidas, assim como os nossos propósitos ou desejos. Os pensamentos devem ser dirigidos para os planos superiores. O indivíduo precisa aprender a trabalhar com os bloqueios físicos, emocionais e mentais, não os negando, mas encontrando as suas raízes; e isso para muitas pessoas é a parte mais difícil.
4º: Existe um período de sacrifício e desapego profundos nesta iniciação, que também é chamada de "crucificação", e aqui a pessoa tem que trabalhar os medos, e as perdas. Neste estágio, a visão aumenta espantosamente e o interesse verdadeiro passa a ser elevar a humanidade, pois a essência da alma sabe que forma uma unidade com tudo o que existe. Aqui, o iniciado não é mais uma alma aprisionada, mas sim a própria alma. 
5º: É a revelação e ocorre no plano átmico. A vontade de servir, assume fundamental importância. A pessoa toma total consciência dos papéis desempenhados na evolução da Terra e do universo. Aqui a pessoa entra em pleno contacto com o seu poder pessoal, com o amor, e a luz. 
6º: Esta é a "iniciação da ascensão"; que se inicia agora e completa-se na 7.ª iniciação. Aqui a pessoa sente-se numa total unidade, vivenciando o amor incondicional divino e uma profunda paz. É necessário invocar e ser a Luz e o Amor.
7º: A partir daqui, não somos mais atraídos pelos mundos inferiores a não ser pela vontade de servir. Neste plano, a vontade espiritual se encontra plenamente ativada, entrando em pleno funcionamento ao lado do amor incondicional e da sabedoria. Neste estágio o amor incondicional, as motivações puras e o brilho da própria luz, reluzem na aura do iniciado.

Exemplo de coreografia solo:
Vermelho - Marte - Chacra Básico: sua retirada significa a vitória do amor cósmico e da confiança sobre a agressividade e a paixão. Entra-se com o véu vermelho (medindo 3 metros), movimentos fortes de véu e quadris, como batidas e shimies.
Laranja - Júpiter - Chacra Esplênico: dissolve o impulso dominador e dá vazão ao sentimento de proteção e ajuda ao próximo. O véu preso no quadril. Movimentos de shimies, oitos, redondos; o véu acompanha com movimentos do quadril.
Amarelo - Sol - Chacra Plexo Solar: elimina o orgulho e a vaidade excessiva, trazendo confiança, esperança e alegria. O véu cobrindo a barriga. Movimentos de ondulações, oitos laterais, oitos com ondulações, redondo interno e redondo grande.
Verde - Mercúrio - Chacra Cardíaco: mostra a divisão e a indecisão sendo vencidas pelo equilíbrio entre os opostos. O véu no busto ou em um dos braços. Movimentos de busto e braços.
Azul - Vênus - Chacra Laríngeo: revela que a dificuldade de expressão foi superada, em prol do bom relacionamento com os entes queridos. O véu no pescoço ou no outro braço preso a um bracelete. Véus verde e azul juntos com movimentos de cabeça.
Lilás - Saturno - Chacra Frontal: mostra a dissolução do excesso de rigor e seriedade, a conquista da consciência plena e o desenvolvimento da percepção sutil. O véu cobre o rosto (chador). Expressão de olhos e cabeça. Tira-se o chador.
Branco ou Prateado (união de todas as cores) - Lua - Chacra Coronário: mostra a imaginação transformada em pensamento criativo e pureza interior. O véu branco na cabeça (como véu dos beduínos). Retira-se o véu, utilizando-o com movimentos de giros e de casulo.
Durante a dança a bailarina realiza movimentos de meditação e de transe. A retirada de cada um dos véus, presos ao corpo da dançarina, representa a dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação das qualidades pessoais. 


Os véus são retirados lentamente durante os movimentos. Retiram-se alguns véus, e outros são usados para se realizarem movimentos mais complexos. Duração da música: 07 (sete) minutos, sendo 01 (um) minuto para cada véu. Escolhe-se uma música que possibilite muitas variações de movimentos. Por baixo dos véus, usa-se preferencialmente roupa branca, de modelo à escolha da bailarina. Muitas bailarinas perfumam seus véus com aromas femininos e delicados. O perfume propicia um halo de mistério em torno de quem dança! Experimente e veja como a platéia se envolve com seus movimentos! A bailarina também pode assumir uma personagem: a sacerdotisa em busca da sua verdade. O despertar de sua consciência, de sua força e poder, dentro do mais perfeito equilíbrio.
Exercício de criatividade: Para cada minuto na sua Dança dos Sete Véus, associe uma nota musical, um planeta, um dia da semana... um passo de dança, um ritmo... Essa brincadeira estimula sua inteligência emocional e incentiva os sentidos da artista como um todo.

“A dança dos sete véus tem sido considerada como parte das tradições do Oriente Médio, mas não é praticada no Oriente. Foi uma criação da fantasia europeia e tem sido preservada pela industria do entretenimento.” 
Dance of Seven Veils, Shira

Shira escreve um longo artigo sobre a história da Dança dos Sete Véus, acredito que ela foi uma das primeiras bailarinas americanas a desmascarar a fantasia relacionada ao estilo. 
O artigo dela foi de extrema importância na época, porque até os anos 90, os sete véus eram ensinados como parte da tradição oriental. Mas, mais interessante é que ela considera a dança como parte do processo de criação artística ocidental estimulante para a criatividade da bailarina como intérprete.
Assim como Shira eu acredito que a bailarina tem a capacidade transformar algo  deturpado em  sublime. Isso é a função do artista não é!?
Acredito que no Ocidente a dança dos sete véus é um ícone que envolve todo o imaginário e a curiosidade sobre o Oriente.
A figura sedutora de uma mulher coberta por véus esvoaçantes atordoou a fantasia de muitos durante todo o século XX e até pouco tempo atrás era sinônimo de dança do ventre. 
Ao classificarmos como um mito orientalista (fantasia ocidental a respeito do oriente) não podemos desqualificá-la como menor em relação as demais,  a fantasia deu vazão para algo muito bonito e que inquieta nosso imaginário de tão sensual e misteriosa que é. Temos que considerar também os aspectos terapêuticos que foram estudados a partir deste estilo. Entre sagrado e profano a fantasia se transforma em mito, adequado ao nosso contexto cultural.
Eu, particularmente, não gosto muito de algumas coreografias, tenho a sensação de que a bailarina se parece com uma banquinha de retalhos ambulante e estruturei tamanhos aos véus justamente para evitar essa impressão.

Sete Véus: 
3 véus de 2mX1,20m 
2 véus de 1,20X1m
2 veus de 70cmX50cm
Assim os três maiores ficam presos pelos seus dedos e você pode brincar com eles durante um tempo. Os dois menores ficam presos ou como parte da saia ou como uma túnica transparente (sem aparecer os nós) e os menores amarrados como lenços ao redor da cintura. (Preciso desenhar isso para ficar mais claro, farei assim que estiver em terra firme!)

Fonte:
http://tatimgm.blogspot.com.br/2012/10/danca-dos-7-veus.html
http://www.seteveus.com.br/escola.htm
http://zahrali.tumblr.com/

sábado, 29 de novembro de 2014

Raks Al Saif, Dança da Espada ou Dança da Cimitarra

Elemento Ar : Dança em homenagem à deusa Neit, mãe de Rá. Por ser uma deusa guerreira, ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. A dança da espada também podia ser feita como homenagem a Maat, a deusa da justiça.
Existem várias lendas para a origem da Raks Al Saif ou Dança da Espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma Deusa Guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo.
Outra história remete à época de guerra entre turcos e gregos. Os otomanos teriam contratado algumas bailarinas para levarem vinho e dançarem para os soldados inimigos. Quando estivessem embriagados, elas deviam pegar suas espadas e outras armas para dançar, facilitando o ataque. Uma outra lenda, diz que grupos de beduínos atacavam viajantes que passassem perto de seus territórios, no deserto, durante a noite, para roubar as mercadorias que transportavam. Os mercadores eram mortos e as mulheres beduínas ficavam com suas espadas. Para comemorar a vitória da tribo, elas dançavam exibindo-as como troféus.
Mais uma história era que havia um tempo no egito em que as dançarinas eram vendidas como escravas nas cortes ou como propriedades dos ricos. Costumavam dançar com espadas em batalhas. Não simulavam lutar nem disputar, mas delicadamente essas espadas usadas em batalhas eram equilibradas na cabeça dançando destemidas, expressando-se livremente com a espada. O lema dessas mulheres era “Você controla minha vida, segura a espada sobre minha cabeça, mas não controla meu espírito."
Outra origem, que remete ás guerras entre Gregos e Turcos. Os Otamanos levam mulheres para os campos de batalha e elas dançavam com as espadas dos soldados do exército inimigo. Os homens ficavam extasiados, seduzidos e desarmados, assim o terreno estava preparado para ataques surpresos.
Em outra versão, a dança tem sua origem no Arjã, uma dança que era executada somente por homens, no qual o homem mais velho da aldeia dançava com a espada e com ela golpeava um prato de metal, como sinal de vitória sobre os inimigos. O arjã é o estilo conhecido como folclórico.
Não há nenhuma dança difundida no Oriente Médio que envolve o equilibrio de uma espada na cabeça da dançarina. A evidência histórica basica que levou as dançarinas modernas a tratar a espada como um suporte folclórico vem de uma pintura do artista Orientalista chamado Gerome, datada do século 19. Esta pintura inspirou muitas dançarinas modernas na Europa, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte a equilibrar espadas nas suas cabeças, mas não é uma coisa comum de ser feita por dançarinas do Egito, Turquia, Líbano, ou outras partes do Oriente Médio.
Os investigadores da dança do ventre não puderam achar documentos confirmando esta prática. Há uma dança entre homens egípcios que envolve a espada ao longo da dança, executando movimentos marciais com a mesma. Mas em nenhum momento ao executar esta dança, os homens equilibram a espada nas suas cabeças (ou em qualquer outro lugar).
A dança da espada reflete toda alma de luta do povo árabe, sua disputa e dedicação pela terra amada.
O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada no corpo com muita suavidade. A apresentação da bailarina com a espada, exige equilíbrio e habilidade em conjunto com os movimentos realizados graciosamente. É um número muito apreciado, onde a bailarina apresenta habilidades ao equilibrar a espada em diferentes pontos do corpo. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas.
É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério.
A origem da espada tende a ser atribuído com certa leveza para povos orientais, mais especificamente os da influência Islâmica.
A espada da dança é a Cimitarra, uma espada bem curva, de origem turca.
O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibrá-la em diversas partes do corpo.
Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música.
A princípio parece óbvio associar esta dança à batalha, violência e emoções fortes, uma vez que o objeto central é um instrumento de luta; uma arma. O desenvolvimento da dança da espada, porém, não exprime tal simbologia. Ao ser transferido para mãos femininas em manifestações corporais a espada adquiriu simultaneamente algumas características:
a) Força: a interpretação é direcionada para o aspecto de vigor, resistência energética e não de brutalidade;
b) Domínio: é traduzido através dos trabalhos de equilíbrio e acrobáticos que requerem racionalidade, habilidade e serenidade, alcance do perfeito equilíbrio entre corpo e mente;
c) Desafio: em nenhum momento do desenvolvimento desta dança encontra-se evoluções que lembrem o desafio para um duelo no sentido de luta. Os desafios são da própria bailarina, ou seja, dela superar seus limites pessoais. Podem ocorrer desafios entre bailarinas em uma apresentação, a qual artisticamente, uma tenta demonstrar suas habilidades em relação a outra e vice-versa.
d) Controle: não há demonstração de fortes emoções como ocorre na dança do punhal. Durante todo o tempo é necessário transmitir total controle, elegância e suavidade sobre a espada/cimitarra.

Sobre a Música:
Não existe um ritmo específico, contudo, o mais apropriado é o Whada wo noz. Em geral não utilizamos músicas cantada, somente instrumentais (não é uma regra).
Solos de Derbak não são apropriados, a não ser os breves, momentos de solos durante a música.
O estilo apropriado para desenvolver a dança da espada é o Clássico.

Execução e Técnica:
Os trabalhos com a espada certamente são os de equilíbrio que dão um charme a mais nesta dança.
Procure criar um ambiente propício para a exibição da espada, despertando a curiosidade de quem assiste ao show. Apresente a espada ao público como um mágico ou um trapezista fazem na introdução de seus shows.
Não se esqueça da evolução, ou seja, não fique presa somente aos equilíbrios, combine com movimentos pertinentes à música.
Transmita às pessoas que é muito simples trabalhar com a espada.
Os equilíbrios e sustentações podem ser realizados nos seguintes pontos tradicionais:
  • Cabeça;
  • Ombro;
  • Busto;
  • Quadril;
  • Estômago (cambrées);
  • Cambrée de solo equilibrando no ventre.
  • Coxa,
  • Antebraço;
  • Mãos.

A bailarina pode estudar outros pontos no corpo para desenvolver equilíbrio com a espada.

Procure utilizar trajes que possibilitem o desenvolvimento da dança, como por exemplo, calças, caso pense em criar uma coreografia que necessite movimentação de pernas altas.
Tradicionalmente a vestimenta para esta dança é o traje clássico, geralmente com saia ou bombacha (calça estilo “Jeanie é um gênio”).
Cabelos: preferencialmente pelo rabo de cavalo, trança ou faixas no cabelo para que fios próximos ao rosto não caiam sobre os olhos desconcentrando e atrapalhando sua movimentação claro que essa ideia varia de acordo com a proposta pela bailarina.

Possíveis Características da Espada:
Comprimento total: 89,5 cm
Peso: Modelo Tradicional - 820 gramas /
Modelo Nova - 840 gramas
Lâmina em Aço Inox
Leve
Com o melhor equilíbrio (isso varia de pessoa para pessoa)
Capa protetora para transporte
Elas são feitas especialmente para serem equilibradas, e não possuem gume para impossibilitar o corte. Você ainda vai encontrar espadas com estilos e pesos bem diferentes por aí.

Considerações dos estudos da Dança da Espada.
Provavelmente você vai se sentir bem "zen", calma, tranquila, quando estiver dançando com uma espada diante do público. Mas lembre-se de que as pessoas não sabem que a coisa na verdade é bem fácil.
Então, mesmo que você consiga colocar a espada sobre a cabeça em 3 milésimos de segundo e iniciar uma seqüência de passos logo depois, tente fazer algo mais do que isso. Você precisa criar uma atmosfera de mistério no público. Entre fazendo poses com a espada. Faça movimentos lentos e precisos, imitando uma guerreira (uma guerreira um tanto graciosa). Arraste a espada e faça o público se perguntar como você vai fazer para conseguir levantá-la.
Quando chegar a hora de colocar a espada sobre a cabeça, faça tudo lentamente. Tudo tem que ser feito dessa maneira para que todos entendam a particularidade dessa modalidade e assim que a espada estiver devidamente equilibrada, dê uma pausa... Crie certo mistério! A dança do ventre com espada pode realmente hipnotizar o público se você fizer uma dança bem feita!
Dê valor aos seus estudos, dedicação e principalmente ao seu trabalho diferenciado!
Importante!
Equilibrar uma espada na cabeça, ou em qualquer parte do corpo, pode ser um pouco doloroso no início. Se você não estiver acostumada, pode sentir um incômodo por causa da fricção e da pressão da espada sobre o local. Então, não exagere, faça algumas pausas no seu ensaio, alterne a parte do corpo em que você equilibra a espada, até se sentir mais confortável.

Considerações finais por: Mica Feitosa
Não só na Dança do Ventre, mas em qualquer situação de apresentação o fato é que a base de Tudo é imutavelmente o estudo e o treino! Não existe uma verdadeira bailarina se não houver o embasamento necessário e o amor pela profissão afim de que sua performance seja seguramente correta e apreciavelmente inesquecível. A limpeza de movimentos e o conhecimento das origens ainda é a melhor maneira de ser uma profissional respeitada e admirada!
Mica Feitosa El Fareda

Fonte:
http://www.visaocigana.com.br/dancadoventre.htm
http://opoderdadanca.blogspot.com.br/2011/07/tcc-tema-raks-al-saif-danca-da-espada.html

Bibliografia:
*http://www.centraldancadoventre.com.br/a-danca-do-ventre/a-danca-do-ventre-modalidades/14-danca-da-espada
*http://bagdadancadoventre.com/index_arquivos/Page873.htm
*http://dunyacomar.vilabol.uol.com.br/Dancaflocorica.htm
*http://www.business-with-turkey.com/guia-turismo/danca_ventre_turquia1.shtml
*http://www.conexaodanca.art.br/imagens/textos/artigos/O%20que%20%E9%20Dan%E7a%20do%20Ventre.htm
*http://pequenapaty.wordpress.com/2009/03/26/arte-da-danca-do-ventre-e-sua-historia/
*http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-danca-do-ventre/danca-do-ventre-11.php
*http://www.espadano.com/espada/espada.htm
*http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-danca-do-ventre/danca-do-ventre-11.php
*http://evolucaodoser.hd1.com.br/index_arquivos/11.htm
*http://evolucaodoser.hd1.com.br/index_arquivos/11.htm
*http://dianibianchi.blogspot.com/2010_03_01_archive.html