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sábado, 13 de agosto de 2016

Para dançar ainda melhor

Para a gente conseguir aproveitar todas as realizações dançantes que nos esperam, nada melhor do que estar bem preparada! Então...seguem algumas dicas para quem quer dançar ainda melhor:

- Mantenha uma turma regular. Cursos pontuais são ótimos para aprofundar um assunto, mas são as turmas regulares as grandes responsáveis por manterem nosso corpo e nossa mente ativos. E também por melhorarem a mecânica dos nossos movimentos, entre outros aspectos importantes;
- Improvise. Sim! O treino de improviso abrange muitos benefícios. Onde puder (e não precisa ter ninguém olhando), coloque uma música de sua preferência e dance! Dance muito! Esse treino é um dos mais completos que existe. Enquanto dançamos desenvolvemos:  nossa musicalidade, a ligação dos movimentos, nossas preferências, nossa emoção, inúmeras percepções, criatividade, fluidez, agilidade etc... Se tiver tempo, pegue músicas maiores. Se não tiver, pegue músicas curtas. E não se preocupe em sair tudo perfeito. Apenas dance. Pode ser uma única música, se não tiver muito tempo. Já vai valer muito a pena!;
Dance uma música por dia, durante dez dias seguidos. Respeitando o tempo da música de acordo com o seu tempo disponível e depois registre aqui sua experiência ;) ;
- Dedique-se aos exercícios de repetição. Podem parecer chatos, mas são eles os responsáveis por condicionar o corpo a fazer movimentos limpos e adquirir controle sobre eles;
- Seja mais coerente na hora de avaliar suas performances. A auto avaliação é muito importante para nosso desenvolvimento. Mas para isso, temos que encontrar um meio termo entre sermos exigentes em excesso e boazinhas demais. A auto avaliação deve ser verdadeira com os erros e também generosa com os acertos;
- Procure desenvolver sua criatividade. Treinos, improvisos, dinâmicas, vídeos, eventos, outros tipos de expressões artísticas...
- Procure desenvolver sua sensibilidade. Exercícios de meditação, de teatro, imaginar que história a música conta... normalmente ajudam muito;
- Aceite desafios. E seja generosa se não der tudo certo. A tentativa já merece uma recompensa. Mas prepare-se bem para as chances de darem certo aumentarem.
- Dedique-se: "talento é 1% inspiração e 99% transpiração". Thomas Edison;
- Escute mais música. Se for árabe melhor. Mas toda música é bem vinda;
- Mantenha o seu corpo equilibrado: saudável, ágil e tonificado;
- Mantenha uma rotina de estudos, mas permita-se quebrar essa rotina de vez em quando em busca de novidades. A rotina e a disciplina nos fazem crescer, mas as novidades alimentam nossa alma e criatividade!
-  Planeje-se bem. Mas não deixe de aproveitar as surpresas que a vida colocar nos seu caminho;
-  E, para terminar, busque sempre um equilíbrio entre o que te faz bem e o que te faz feliz. Remédio não é bom, mas é preciso. Circo não enche barriga, mas alimenta a alma…

Bons estudos!

Fonte:
http://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/artigos/26/para-dancar-ainda-melhor-em-2015/17245

sábado, 27 de junho de 2015

Habilidades que a Dança do Ventre nos traz

Costumamos refletir sobre aquilo construímos e conquistamos, normalmente não pensamos não que a Dança do ventre nos traga algo de bom, mas pensando em algo tátil... há  coisas tão práticas que lista-las-ei abaixo:
Postura -  Costas retas, encaixado quadril, relaxa o corpo. A dança nos traz um ar de altivez que é totalmente relacionado com o trabalho postural.
Flexibilidade -  vantagens como fazer maiores cambres, ter mais pique para atividades mais intensas (faxina - rs) e me evita ter dores pelo corpo ao me esforçar mais.
Resistência - Se no início das aulas eu lacrimejava ao ficar com o braço esticado para aprender a usar o véu, hoje eu tenho muito menos problemas para ficar na meia ponta ou com os braços posicionados para a dança. Minha panturrilha não arde mais como antes. No meu dia-a-dia? Bem, eu acho que estou mais resistente aos ônibus e metrôs lotados da vida, ainda que a idade só tenha aumentado!
Equilíbrio - Não caio mais! E ainda ando de salto, o que antigamente era "marchar de salto" ou pisar em ovos de salto. Quando dançamos, evoluímos percebendo para onde ir e não esbarrar nas pessoas, como agir se pisarmos na saia, e se cairmos, cairmos com classe!
Conhecimento do Corpo - É sério. Quem antes de fazer dança do ventre sabia o que era o assoalho pélvico? Ou onde era! E muitas, como eu, não sabiam se maquiar. Hoje eu sei movimentar meu corpo de uma forma que eu não sabia antes, que mudou meu jeito de andar e também como eu me posiciono em relação ao meio. Até a forma do meu corpo mudou, sou gordinha, mas tenho cinturinha; minhas panturrilhas são firmes e quando quero consigo usar toda essa graciosidade e movimentos para a sedução.
Saúde - Sim, a dança do ventre traz saúde porque além de ser uma atividade física que deixa longe do sedentarismo com motivação, traz benefícios tanto para mente quanto para o corpo. Acho que todas as habilidades acima combinadas com o que a dança do ventre proporciona como autoestima, determinação, amizade, conquista e entusiasmo fazem com que tenhamos mais saúde, mais qualidade de vida. Essas são as habilidades que identifiquei com a minha experiência, e vocês? Acrescentariam alguma coisa?

Fonte:
http://www.dancadoventrebrasil.com/2011/01/habilidades-que-danca-do-ventre-nos.html#ixzz3b7D8zzas

sábado, 29 de novembro de 2014

Raks Al Saif, Dança da Espada ou Dança da Cimitarra

Elemento Ar : Dança em homenagem à deusa Neit, mãe de Rá. Por ser uma deusa guerreira, ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. A dança da espada também podia ser feita como homenagem a Maat, a deusa da justiça.
Existem várias lendas para a origem da Raks Al Saif ou Dança da Espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma Deusa Guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo.
Outra história remete à época de guerra entre turcos e gregos. Os otomanos teriam contratado algumas bailarinas para levarem vinho e dançarem para os soldados inimigos. Quando estivessem embriagados, elas deviam pegar suas espadas e outras armas para dançar, facilitando o ataque. Uma outra lenda, diz que grupos de beduínos atacavam viajantes que passassem perto de seus territórios, no deserto, durante a noite, para roubar as mercadorias que transportavam. Os mercadores eram mortos e as mulheres beduínas ficavam com suas espadas. Para comemorar a vitória da tribo, elas dançavam exibindo-as como troféus.
Mais uma história era que havia um tempo no egito em que as dançarinas eram vendidas como escravas nas cortes ou como propriedades dos ricos. Costumavam dançar com espadas em batalhas. Não simulavam lutar nem disputar, mas delicadamente essas espadas usadas em batalhas eram equilibradas na cabeça dançando destemidas, expressando-se livremente com a espada. O lema dessas mulheres era “Você controla minha vida, segura a espada sobre minha cabeça, mas não controla meu espírito."
Outra origem, que remete ás guerras entre Gregos e Turcos. Os Otamanos levam mulheres para os campos de batalha e elas dançavam com as espadas dos soldados do exército inimigo. Os homens ficavam extasiados, seduzidos e desarmados, assim o terreno estava preparado para ataques surpresos.
Em outra versão, a dança tem sua origem no Arjã, uma dança que era executada somente por homens, no qual o homem mais velho da aldeia dançava com a espada e com ela golpeava um prato de metal, como sinal de vitória sobre os inimigos. O arjã é o estilo conhecido como folclórico.
Não há nenhuma dança difundida no Oriente Médio que envolve o equilibrio de uma espada na cabeça da dançarina. A evidência histórica basica que levou as dançarinas modernas a tratar a espada como um suporte folclórico vem de uma pintura do artista Orientalista chamado Gerome, datada do século 19. Esta pintura inspirou muitas dançarinas modernas na Europa, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte a equilibrar espadas nas suas cabeças, mas não é uma coisa comum de ser feita por dançarinas do Egito, Turquia, Líbano, ou outras partes do Oriente Médio.
Os investigadores da dança do ventre não puderam achar documentos confirmando esta prática. Há uma dança entre homens egípcios que envolve a espada ao longo da dança, executando movimentos marciais com a mesma. Mas em nenhum momento ao executar esta dança, os homens equilibram a espada nas suas cabeças (ou em qualquer outro lugar).
A dança da espada reflete toda alma de luta do povo árabe, sua disputa e dedicação pela terra amada.
O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada no corpo com muita suavidade. A apresentação da bailarina com a espada, exige equilíbrio e habilidade em conjunto com os movimentos realizados graciosamente. É um número muito apreciado, onde a bailarina apresenta habilidades ao equilibrar a espada em diferentes pontos do corpo. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas.
É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério.
A origem da espada tende a ser atribuído com certa leveza para povos orientais, mais especificamente os da influência Islâmica.
A espada da dança é a Cimitarra, uma espada bem curva, de origem turca.
O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibrá-la em diversas partes do corpo.
Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música.
A princípio parece óbvio associar esta dança à batalha, violência e emoções fortes, uma vez que o objeto central é um instrumento de luta; uma arma. O desenvolvimento da dança da espada, porém, não exprime tal simbologia. Ao ser transferido para mãos femininas em manifestações corporais a espada adquiriu simultaneamente algumas características:
a) Força: a interpretação é direcionada para o aspecto de vigor, resistência energética e não de brutalidade;
b) Domínio: é traduzido através dos trabalhos de equilíbrio e acrobáticos que requerem racionalidade, habilidade e serenidade, alcance do perfeito equilíbrio entre corpo e mente;
c) Desafio: em nenhum momento do desenvolvimento desta dança encontra-se evoluções que lembrem o desafio para um duelo no sentido de luta. Os desafios são da própria bailarina, ou seja, dela superar seus limites pessoais. Podem ocorrer desafios entre bailarinas em uma apresentação, a qual artisticamente, uma tenta demonstrar suas habilidades em relação a outra e vice-versa.
d) Controle: não há demonstração de fortes emoções como ocorre na dança do punhal. Durante todo o tempo é necessário transmitir total controle, elegância e suavidade sobre a espada/cimitarra.

Sobre a Música:
Não existe um ritmo específico, contudo, o mais apropriado é o Whada wo noz. Em geral não utilizamos músicas cantada, somente instrumentais (não é uma regra).
Solos de Derbak não são apropriados, a não ser os breves, momentos de solos durante a música.
O estilo apropriado para desenvolver a dança da espada é o Clássico.

Execução e Técnica:
Os trabalhos com a espada certamente são os de equilíbrio que dão um charme a mais nesta dança.
Procure criar um ambiente propício para a exibição da espada, despertando a curiosidade de quem assiste ao show. Apresente a espada ao público como um mágico ou um trapezista fazem na introdução de seus shows.
Não se esqueça da evolução, ou seja, não fique presa somente aos equilíbrios, combine com movimentos pertinentes à música.
Transmita às pessoas que é muito simples trabalhar com a espada.
Os equilíbrios e sustentações podem ser realizados nos seguintes pontos tradicionais:
  • Cabeça;
  • Ombro;
  • Busto;
  • Quadril;
  • Estômago (cambrées);
  • Cambrée de solo equilibrando no ventre.
  • Coxa,
  • Antebraço;
  • Mãos.

A bailarina pode estudar outros pontos no corpo para desenvolver equilíbrio com a espada.

Procure utilizar trajes que possibilitem o desenvolvimento da dança, como por exemplo, calças, caso pense em criar uma coreografia que necessite movimentação de pernas altas.
Tradicionalmente a vestimenta para esta dança é o traje clássico, geralmente com saia ou bombacha (calça estilo “Jeanie é um gênio”).
Cabelos: preferencialmente pelo rabo de cavalo, trança ou faixas no cabelo para que fios próximos ao rosto não caiam sobre os olhos desconcentrando e atrapalhando sua movimentação claro que essa ideia varia de acordo com a proposta pela bailarina.

Possíveis Características da Espada:
Comprimento total: 89,5 cm
Peso: Modelo Tradicional - 820 gramas /
Modelo Nova - 840 gramas
Lâmina em Aço Inox
Leve
Com o melhor equilíbrio (isso varia de pessoa para pessoa)
Capa protetora para transporte
Elas são feitas especialmente para serem equilibradas, e não possuem gume para impossibilitar o corte. Você ainda vai encontrar espadas com estilos e pesos bem diferentes por aí.

Considerações dos estudos da Dança da Espada.
Provavelmente você vai se sentir bem "zen", calma, tranquila, quando estiver dançando com uma espada diante do público. Mas lembre-se de que as pessoas não sabem que a coisa na verdade é bem fácil.
Então, mesmo que você consiga colocar a espada sobre a cabeça em 3 milésimos de segundo e iniciar uma seqüência de passos logo depois, tente fazer algo mais do que isso. Você precisa criar uma atmosfera de mistério no público. Entre fazendo poses com a espada. Faça movimentos lentos e precisos, imitando uma guerreira (uma guerreira um tanto graciosa). Arraste a espada e faça o público se perguntar como você vai fazer para conseguir levantá-la.
Quando chegar a hora de colocar a espada sobre a cabeça, faça tudo lentamente. Tudo tem que ser feito dessa maneira para que todos entendam a particularidade dessa modalidade e assim que a espada estiver devidamente equilibrada, dê uma pausa... Crie certo mistério! A dança do ventre com espada pode realmente hipnotizar o público se você fizer uma dança bem feita!
Dê valor aos seus estudos, dedicação e principalmente ao seu trabalho diferenciado!
Importante!
Equilibrar uma espada na cabeça, ou em qualquer parte do corpo, pode ser um pouco doloroso no início. Se você não estiver acostumada, pode sentir um incômodo por causa da fricção e da pressão da espada sobre o local. Então, não exagere, faça algumas pausas no seu ensaio, alterne a parte do corpo em que você equilibra a espada, até se sentir mais confortável.

Considerações finais por: Mica Feitosa
Não só na Dança do Ventre, mas em qualquer situação de apresentação o fato é que a base de Tudo é imutavelmente o estudo e o treino! Não existe uma verdadeira bailarina se não houver o embasamento necessário e o amor pela profissão afim de que sua performance seja seguramente correta e apreciavelmente inesquecível. A limpeza de movimentos e o conhecimento das origens ainda é a melhor maneira de ser uma profissional respeitada e admirada!
Mica Feitosa El Fareda

Fonte:
http://www.visaocigana.com.br/dancadoventre.htm
http://opoderdadanca.blogspot.com.br/2011/07/tcc-tema-raks-al-saif-danca-da-espada.html

Bibliografia:
*http://www.centraldancadoventre.com.br/a-danca-do-ventre/a-danca-do-ventre-modalidades/14-danca-da-espada
*http://bagdadancadoventre.com/index_arquivos/Page873.htm
*http://dunyacomar.vilabol.uol.com.br/Dancaflocorica.htm
*http://www.business-with-turkey.com/guia-turismo/danca_ventre_turquia1.shtml
*http://www.conexaodanca.art.br/imagens/textos/artigos/O%20que%20%E9%20Dan%E7a%20do%20Ventre.htm
*http://pequenapaty.wordpress.com/2009/03/26/arte-da-danca-do-ventre-e-sua-historia/
*http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-danca-do-ventre/danca-do-ventre-11.php
*http://www.espadano.com/espada/espada.htm
*http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-danca-do-ventre/danca-do-ventre-11.php
*http://evolucaodoser.hd1.com.br/index_arquivos/11.htm
*http://evolucaodoser.hd1.com.br/index_arquivos/11.htm
*http://dianibianchi.blogspot.com/2010_03_01_archive.html