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sábado, 15 de outubro de 2016

Shaabi

Muitos artigos, muitas definições, comparações e continua a maioria confundidos sobre este estilo e isso por acesso de muitas informações erradas sem nexo que não passa de uma opinião pessoal.
O problema é quando definir estilo, seja musical ou dança com tradução de uma palavra, então vamos por etapas.

- Tradução da palavra Shaabi – Sha3bi:
A palavra Shaabi vem da palavra “Shaab” ou digamos povo, nação, o Shaabi pode ser um estilo de roupa que ta na moda, uma nova gíria que está na boca de povo, um bairro tradicional que chamamos de bairros shaabi, tudo isso refere o significado da palavra APENAS.

- O Shaabi na musicalidade:
Temos 3 tipos de Saabi
1- Clássico – que foi da era da cinema e representado por vários cantores como Mohamed Roshdy e Moharam Fouad e outros
2- Mawal – é o mais usado especialmente no Cairo e explorado por todo Egito, neste estilo temos grandes referencias como o rei do Shaabi Ahmed Adawya e também grande ícones como Hassan Al Assmar e Hakim e muitos outros que seguem a mesma linha
3- O Tradicional – é o berço, desde foi criada a ideia de fazer uma música que atinge o povo, que refere acontecimentos e transformar ela em música, acontecimentos pode ser de amor, pode ser de revolta o que importa é que seja uma mensagem chega até o povo, e isso foi criado pelo o criador do Shaabi SAYED DARWISH
As músicas do Sayed Darwish teve a sua filosofia, ele sempre dizia que a música é uma língua universal que possa chegar a todos no redor do mundo, basta chegar ao povo “ser ouvida e cantada pelo o povo”. Suas músicas começaram a ter outro sentido, começou escrever para atingir o povo em todos os sentidos e suas músicas começaram a ser cantadas e repetida pela voz do povo e começou a nascer o “Shaabi”. Cada acontecimento tem a sua história e encima do acontecimento ele começou a fazer suas músicas.

O Shaabi na dança
Mas antes vamos eliminar certas informações que vi e li em muitas sites, revistas etc, informações que não passa de opinião pessoal e infelizmente não vai acrescentar nada pra ninguém tipo...
- Shaabi comparado com funk – O shaabi existe em todos os países árabes cada um tem o seu afinal é coisa de povo. O Shaabi moderno, tudo isso não tem nexo.
Quando falamos em Shaabi... a dança é 90% é ligada ao Cairo, especialmente quando falamos em Mawal. O Baladi, interpretando a mulher baladi, usando suas características, sua ginga, seu jeito de dançar, nada impede pode dançar Shaabi com Galabeya, pode dançar shaabi com traje clássico. Atente-se que estamos falando do perfil profissional e não do que acontece na nossa casa, nossas festas do bairro isso é importante porque é uma grande diferença.
- Importante também saber as diferenças entre o oriental Shaabi e o Street Shaabi porque muitas confundem e classificam como Shaabi moderno e isso não existe.

Importantíssimo
- Quais são os ritmos do Shaabi? Não esquenta, o shaabi é um estilo musical e não estilo de dança; então, quando se interpreta a música em si... cada música tem a sua mensagem, instrumentos e ritmos, O shaabi se identifica com a música e a bailarina interpreta a música.
- Não vão através do youtube para descobrir o Shaabi, Existe muitos vídeos publicados na rede de boates, noitadas, casas noturnas, e também casas de prostituição, somente a quem vive no Cairo e viveu suas noitadas que sabe como isso rola e onde é...
Também existem bairros no Cairo que quem manda são os malandros e tem o costume quando alguém faz festa de casamento nestes bairros é chamar prostitutas para dançar e animar a festa, estas não são bailarinas e isso não é arte a ser estudado. E sim, já aconteceu sim de postarem vídeos deste tipo e classificando como a dança do ventre no Egito hoje em dia, quando a verdade é muito longe de ser. 
- O Shaabi é totalmente improvisado? Não; o único estilo musical que pode ser improvisado é o mawal, seja no Baladi, seja no Saidi, seja na politica, pode improvisar o Mawal acompanhado com Mizmar, com Sax, com Nay, com Tabla e a bailarina tem que ter o talento para uma coisa chama TAKSIM. 

Dica
Conheçam cada estilo, escolham o estilo certo a ser interpretado; 
Conheçam as épocas, os cantores e as bailarinas que faz parte de cada época, assim vão saber tipos da música, seja em letra, instrumentos e como foi dançado nesta época.

- O que é Mawal? É uma manifestação, uma expressão, um poema, um acontecimento, uma história, um sonho, um lamento, todas estes temas se encontram num Mawal. O cantor pega o tema e conta em forma de canto.
- Como identificar o Mawal? Normalmente é falado ou cantado tudos antes da música, as vezes apenas com base baixa, tipo apenas uma flauta, um violino, mas sempre notas baixas, o intérprete conta o tema toda e depois entra a musicalidade. 
- Qual gênero musical?
Precisa tomar muito cuidado, mesmo que o Mawal se refira ao shaabi, precisamos saber que tipo do Mawal é essa e onde se enquadra, se é Baladi, se é Saidi, se é religioso, se é patriota; e a maneira correta para entender isso é conhecer o significado do Mawal (a que está sendo cantado). 
O início sempre o mesmo, é o improviso (é o Taksim da bailarina - rs), mas a partir do momento que entra a musicalidade aí você precisa se saber se é baladi, se é saidi ou se não é para ser dançado. 
- O tipo do Mawal mais usado na dança do ventre e no Shaabi é o Mawal Baladi, suas características são do Cairo, seu estilo, suas “Ahawy” casas de café, daí que saiu o Mawal, num encontro entre amigos.
- O Mawal é 100% Shaabi, cantado por tudo mundo e usado por tudo mundo, O povo canta e as bailarinas dançam, repetido em muitas ocasiões.

Ícones do Mawal desde os anos 70:
Falamos do Mawal e falamos do Egito que é a referência nisso, tivemos grandes cantores que fizaram o Mawal como, Abdo Al Ascandarani – Mohamed Roshdy – Mohamed Taha – Ahmed Adaweya – Hassan Al Assmar – Hakim e muitos outros.
- Existe Mawal também nos países árabes como Líbano, Síria, Palestina etc, mas a sua originalidade é Egito.

Uma nova febre musical tomou conta das noitadas e das mídias no Egito há uns 4 ou 5 anos: Street Shaabi, o estilo mais tocado entre os jovens no Egito.
Street Shaabi é a nova febre musical no Egito, mas cuidado para não confundir o Street Shaabi com o Oriental Shaabi.
Referenciado como power, o Street Shaabi vem representando uma mistura, um Mix entre o Pop Afro e Street Americano; então, não podemos considerar a sua linguagem musical como os outros estilos do Shaabi seja o Tradicional, o clássico e o Mawal. O seu forte é montar uma rima e usar a tecnologia com os instrumentos musicais cuja maioria é ocidental.
As diferenças entre o Street Shaabi e o tradicional Shaabi:
Precisamos ter o olhar egípcio quando falamos em músicas do Shaabi, são épocas e estilos diferentes, desde o Pai do Shaabi Sayed Darwish até o Rei do Shaabi Ahmed Adaweya, vários estilos e cada estilo tem seu gênero musical e também seu estilo de dança.

- Shaabi Tradicional
- Shaabi Clássico
- Shaabi Mawal

Cada estilo é pertence épocas diferentes e linguagem diferentes e com certeza na interpretação da dança também existe as diferenças.

O Street Shaabi, o Foco não é a mensagem na letra, não são os ritmos a serem aplicados, o foco é fazer uma rima com as palavras e o uso da mixagem eletrônica.
A inspiração vem do PopAfro e Street Americano, então não podemos citá-lo como raízes Egípcias menos ainda como tradição ou folclore.
O Street Shaabi é muito usado entre jovens, noitadas, festas, boates etc e mídia com certeza, digamos “Shaabi” apenas por uma razão, que é tocado e ouvido entre o povo, mas vale lembrar que não é um Shaabi raiz.

Oka&Ortega: dupla famosa no Egito
Street Shaabi na dança do ventre:
O street shaabi não é oriental, está muito longe de ser oriental shaabi. Quando interpretado o shaabi na dança do ventre, é preciso observar todos os elementos começando pelo o estilo (é tradicional, clássico ou mawal), e aí começa toda a preparação de figurino, assessórios, leitura, interpretação,...
No street shaabi não precisa nada disso porque não temos melodia, afinal, o foco é a mixagem, não temos ritmos, não temos estilo raiz, se não temos todas estes elementos então somos livres para interpretar Street.
Pode ser interpretado com roupas comuns, pode ser interpretado com roupas esportivas, pode ser interpretado solo, dueto e grupo, e também pode ser interpretado com traje de dança do ventre, mas lembrando que é um estilo rápido, acelerado então será muito esquisito fazer os movimentos "clássicos", afinal não tem marcações, leitura rítmica, ou um mero taksim.
As professores e coreógrafos egípcios que montam suas coreografias em músicas street dance, eles utilizam alguns movimentos orientais sim, mas isso para diferenciar entre o Street egípcio e os outros países, mas a maior parte dos movimentos está longe ser a dança do ventre. Vale a pena olhar estas diferenças sim  e decidir-se se interpreta a nova febre musical egípcia que é street Shaabi.

Fonte:
http://www.khaledemam.com/p/materias.html

sábado, 12 de março de 2016

Tarab

Uso o termo “Tarab” para fazer referência ao estilo musical clássico que surgiu na década de 1920, caracterizado por uma estrutura sofisticada, voltada para apresentações nos palcos e nos cinemas.
Tarab, em árabe significa “sensações e sentimentos” e sugere estado de êxtase e de entrega. Estado este, atingido pelo povo árabe ao contemplar a música grandiosa da época. É uma música longa o bastante para que seus ouvintes entrem em contato com suas emoções, de modo a experimentar sensações de alegria, tristeza, prazer, dentre vários outros sentimentos possíveis.
Esse gênero musical nasceu a partir da musicalização de um poema que inicialmente foi composto para ser ouvido. Dançá-lo, foi um passo posterior.
Como o Tarab é um gênero extremamente tradicional, com grande significado para os árabes, ele demanda uma interpretação muito especial por parte da bailarina. Ela deve interpretar a letra da música, exibir uma dança pura, madura e intensa. Uma dança tipicamente árabe. Por isso, é muito importante que a bailarina conheça a tradução da música para interpretá-la de forma correta e o mais emocionada possível.
Portanto, ao dançar esse tipo de música, a bailarina deve se preocupar em fazer uma dança tradicional.  Não cabem aqui, os inúmeros movimentos acrobáticos, tais como “quedas turcas”, “espacates” ou “grand batmans“. Mesmo porque não existem esses e tantos outros movimentos impactantes, originalmente na Dança do Ventre.
Se a intenção é ser fiel ao estilo, o mais importante na interpretação de um Tarab é o envolvimento da bailarina com a música e com o que ela expressa. Devendo lançar mão de passos típicos das danças árabes, tais como os movimentos arredondados, os batidos e os shimmies.
Tipos do véu na dança clássica 
As bailarinas egípcias que começaram a dançar Tarab usaram o véu de forma muito peculiar, moderada e restrita. Entretanto, o véu usado na época não é o mesmo que estamos acostumados a fazer na Dança do Ventre hoje, cuja inspiração é totalmente ocidental. E como no Tarab, o elemento fundamental não é o véu, tome muito cuidado.
Estude e procure entender a magnitude de um Tarab. Você verá que o nosso belo véu de seda não é a melhor opção para este tipo de música. Por isso, certos trabalhos de véu no Tarab, eu considero como sendo um dos erros mais comuns na Dança do Ventre que poder fazer você se parecer com uma bailarina iniciante.
A presença do véu sempre esteve na dança oriental, desde época do ghawazee e a era dourada, usado no clássico, shaabi até no tarab. Mas qual véu e quando usar ele especialmente no clássico ou no tarab? É um tipo de véu que faz parte do traje, é um conjunto leve do mesmo tecido e mesmo cor, e normalmente amarrado no ombro ou na cintura da bailarina pode até ser solto na apresentação.
Usado apenas em momento solo, tipo momento do taksim ou em giros, começou o canto solta as mãos do véu e expresse a música; nunca é usado na música inteira mesmo que seja toda instrumental. 
O que vemos hoje em músicas do tarab?
O que vemos hoje em dia, especialmente no ocidente, e aqui, claro, além da invenção é falta de entendimento da música, sua mensagem.
As bailarinas esquecem que interpretar um tarab ou até clássico do Abdel Haleem ou até Oum Kalthoum mesmo que seja uma versão instrumental, que a música tem poema, tem letra e exige uma interpretação, uma leitura, já vi muitas apresentações com músicas de Oum Kalthoum usando o véu, mais malabarismo com véu do que expressar a música, véus de borboletas, arco íris etc, e isso é um erro sim, não se usa este tipo de véu neste estilo musical. 
Nem tudo que achamos bonito tem nexo, e nada é bonito quando retira o verdadeiro sentido, eu já vi interpretações em músicas de Oum Kalthoum usando o Punhal, daqui pouco vamos ver alguns usando o bastão no tarab e vamos tem que achar bonito? Direito de expressar a arte? Não...
Então conheçam estas diferenças, mantenham o valor da música, do poema, Se Suheir Zaki foi observada pela Oum Kaltoum em seus ensaios antes de interpretar uma canção dela, imagina quem não é Suheir Zaki. 
É muito importante saber que cada música tem sua letra, sua musicalidade, sua história e sua mensagem. É importante saber que você não esta interpretando Oum Kalthoum, mas uma “música” de Oum Kalthoum.
Vamos dar exemplo, tem musica “ Alf Leila Wa Leila” ou mil e uma noite (um dos grandes clássicos do Oum Kalthoum), fala sobre uma noite do amor que valeu por mil noite, uma expressão de alegria, satisfação do momento, a música tem leitura instrumental impacta, forte que refere o pensamento e imaginação entre um capítulo e outro, exige marcação forte, personalidades. Agora vamos olhar uma música como “Lessa Faker” que é um Tarab, tem uma pergunta, um lamento, uma decepção por uma história e tempo que já passou, é interpretação totalmente é outra.
Muitas se perdem, por conta de ensinamento errado, às vezes, também por conta da música instrumental que está sendo usada mais ainda quando falamos em restaurantes e festinhas. Interpretar uma “música” do Oum Kaltoum é interpretar o estilo musical, a letra, a mensagem.
É tão bonito quando a gente vê que a bailarina entende do que ela representa. É gratificante quando seu esforço, investimento seja construído em base do saber. Bom saber que existe quem entende e canta a música mesmo que seja instrumental e o conselho é estudar o que vai interpretar, não apenas coreografar. 
Não são apenas os detalhes que fazem um trabalho seja bonito, mas toda a construção. Espero que esta observação alcance a maior parte, para que todos tenham consciência e conheçam as diferenças.

Fonte:
http://www.blognilzaleao.com.br/erros-mais-comuns-na-danca-do-ventre/
http://www.khaledemam.com/p/materias.html

sábado, 20 de setembro de 2014

As modalidades da dança e suas características

A dança do ventre que estudamos hoje é proveniente do Egito. É dela que temos os passos básicos antes de sua transformação (mais a nível de deslocamentos e giros). Estudando sua origem, descobrimos que a dança do ventre tem um caráter de ritual sagrado além de seu aspecto folclórico e sua forma tradicional (balady). Concluímos que haja daí, danças com caráter de ritual.

TRADICIONAL - Consideramos dança tradicional aquela executada no país que consideramos berço da dança do ventre para o mundo na sua forma mais original e aquelas oriundas diretamente desta. Subdividimos então o estilo tradicional em: 

BALADY - Consideramos dança tradicional aquela mais comum e proveniente do Cairo já que constatamos ser o Egito o berço da dança do ventre para o mundo. Segundo Claudia Cenci a dança tradicional egípcia é a dança chamada Balady, dança de camponesas egípcias com pouca ou nenhuma movimentação de braços e deslocamentos e ênfase nos movimentos de quadril. O Baladi é uma dança popular dançada em caráter solo. Sua música contém improviso de um músico solando (taksim) e histórias de amor cantadas chamadas mawales. A partir desta dança novas "correntes" expandiram-se e através das várias influências que sofreu: asiática, conferindo-lhe graça e postura, Índia e Pérsia, movimentos da cabeça, mãos e braços e da Turquia as ondulações, fizeram surgir um novo estilo de dança, a Raks el Sharqi , a dança clássica do mundo árabe.

RAKS EL SHARQI
Clássico - A dança clássica utiliza-se de músicas, em sua maioria compostas para a bailarina, propondo ritmos de entrada desta em cena, o desenvolvimento da música com altos e baixos e vários ritmos e o grande final, onde a bailarina deve deixar o palco dançando. Este estilo de dança utiliza-se muito de passos do ballet clássico como arabeske, giros, chassê, etc. A ênfase é o uso mais da parte superior do corpo do que a de baixo. Este estilo de música foi imortalizada por Om Kalsoum, cantora libanesa que cantava com profunda emoção. Suas músicas chegavam a durar uma hora e suas apresentações eram motivo de feriado para os árabes.
Moderno - Já a dança moderna é popular no oriente e utilizada para boates, rádios, etc. Muitas das músicas de Oum Koulsoum tiveram trechos regravados de forma mais moderna, além disso surgiram novos cantores com características mais populares com certa influência ocidental porém permanecendo seus ritmos característicos.
O que diferencia o clássico e o moderno do balady são as músicas utilizadas para ilustrá-los, não com ritmos pré-determinados, mas com estilo da música, influenciando diretamente em sua movimentação.

RAKS ESTA ARADI - A partir do Sharqi e dos filmes de musicais egípcios surge outro estilo de dança a Raks Esta Aradi ou dança-show, fazendo uma alusão aos filmes de Holywood.
Folclórico - As danças folclóricas são de origem de alguma região específica ressaltando suas características e hábitos que repetidos dia após dia, tomam forma transformando-se em música, poesia e movimento. Etimologia da palavra folclore: folk= povo, nação, raça e lore= conhecimento, educação. As danças folclóricas ultrapassam gerações, Sua característica principal é a integração e respeito a costumes e tradições. Está ligada diretamente com o modo de vestir, músicas regionais e modo de vida do povo de origem. Concluímos, portanto, que as danças folclóricas utilizam-se de músicas e vestes específicas e que sua dança ressalta algum costume do povo de sua origem. Desta forma para executá-la, é preciso, com base nestas informações, interpretar todo este ambiente.
Ritualística - Esta é a segmentação da dança que resguarda seus aspectos de origem religiosa ou ainda que retrata algum costume do povo árabe personificando suas superstições. Cada uma destas danças tem um motivo simbólico evocando deuses, pedindo graças, proteção, etc. Para retratá-la é preciso respeitar o modo como atuá-la para que sua prática traga à tona o seu significado de ritual.

Há um segmento da linha de aprendizado exotérica que separa os ritmos em dois: lunares e solares. Os lunares são os movimentos ondulados e redondos. Já os solares são os bem marcados como batidas de quadril, egípcio, shimy e pulsação do ventre.

Fonte:
http://musidanca.blogspot.com.br/2011/01/racks-el-sharq-danca-do-leste_22.html