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sábado, 30 de julho de 2016

Pressa: uma grande inimiga

Acho que tenho uma ideia do porquê a gente tem pressa de aprender. A gente vive atualmente num mundo onde quase tudo acontece muito rápido. Por exemplo a gente pode agora ligar para um amigo por WhatsApp no Japão. Podemos fazer uma postagem agora e pessoas do mundo verem quase instantaneamente.
Claro que esta facilidade e rapidez nos ajudam e a gente quer continuar com elas. Mas também a gente precisa saber que há outras questões que funcionam mais à moda antiga: demoram para acontecer.
Dançar com certeza é uma delas. Dançar não é algo que ocorre rápido. Envolve todo um processo de aprendizagem. Que leva tempo pra ocorrer. Tempo que deve ser usado com treinos, dedicação, motivação e paciência.
E o mais curioso é que quando a gente é criança, tudo que a gente aprende passa por sucessivos estágios, e levam tempo pra acontecer. Por exemplo, foi assim quando a gente aprendeu a andar, a falar, a andar de bicicleta, a escrever. Mas aí parece que quando a gente vira adulto a gente esquece este processo e quer agir diferente dele. Quer aprender tudo pra ontem e ainda ficar a melhor de todas. Meio loucura, né?
Então vamos deixar a rapidez para outras áreas da nossa vida. Na hora de aprender a dançar a gente vai ter paciência e passar por todos os estágios.

A gente separou algumas etapas que passamos quando estamos aprendendo. 
Veja se você se identifica:

Estágios da Aprendizagem da Dança do Ventre
1) A gente não consegue fazer o movimento
2) A gente vê o movimento na profa e não sai na gente
3) A gente começa a fazer. O movimento sai devagar e bem desengonçado, bem diferente da versão da professora.
4) Menos desengonçado, mas ainda a gente precisa pensar pra fazer
5) Sai com mais facilidade. Não é + preciso pensar tanto, mas ainda não tão bonito
6) Sai com mais facilidade e beleza. Você já dominou o movimento
7) Você já consegue fazer variações nele, como aumentar a velocidade, inserir braços, colocar tremidos, mudar a qualidade para mais alegre ou introspectivo, etc

E uma dica bem importante: curta o trajeto! Não só a chegada é boa, mas também o caminho. Neste caminho a gente conhece mais quem somos, do que gostamos, o que é fácil e o que é difícil. A gente aprende mais sobre nosso corpo e nossa alma. A gente aprende a se valorizar mais e a entregar mais disso para o mundo. Vale muito a pena! Aproveite suas aulas: curta o caminho!

Fonte:
http://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/artigos/26/danca-do-ventre-a-pressa-e-inimiga-da-apresentacao/17363

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A neurociência da dança - parte 1

Estudos recentes com imageamento do cérebro revelam algumas coreografias neurais complexas por trás da habilidade de dançar

por Steven Brown e Lawrence M. Parsons

Nossa habilidade de ritmo é tão natural que a maioria de nós a encara como algo automático: quando ouvimos música, marcamos seu compasso com os pés ou balançamos o corpo, geralmente inconscientes de que estamos nos mexendo. Mas esse instinto é, para todos os fins e propósitos, uma novidade evolucionária entre os humanos. Nada comparável acontece com outros mamíferos, nem, provavelmente, com qualquer outra espécie do reino animal. Nosso dom para essa sincronização inconsciente encontra-se no âmago da dança, uma confluência de movimentos, ritmo e representações gestuais. De longe a prática coletiva mais sincronizada, a dança exige um tipo de coordenação interpessoal no espaço e tempo quase inexistente em outros contextos sociais.
Embora a dança seja uma forma fundamental de expressão humana, sempre recebeu relativamente pouca atenção dos neurocientistas. Entretanto, recentemente, pesquisadores realizaram os primeiros estudos com imageamento do cérebro de dançarinos tanto amadores quanto profissionais. Esses estudos tentam responder a perguntas do gênero: “Como os dançarinos navegam no espaço? Como seus passos são ritmados? Como as pessoas aprendem séries complexas de movimentos padronizados?”. Os resultados esclarecem algo intrigante sobre a complicada coordenação mental necessária para executar até mesmo os passos mais básicos de dança.

Eu Tenho Ritmo
Os neurocientistas há tempos estudam movimentos isolados como as rotações do tornozelo ou o tamborilar dos dedos. A partir desses trabalhos, sabemos o básico sobre como o cérebro coordena ações simples. Pular com um pé só – e nem tente dar tapinhas na cabeça ao mesmo tempo – exige cálculos relacionados à consciência espacial, ao equilíbrio, intenção e sincronismo, entre outras coisas, no sistema sensório-motor do cérebro. Em poucas palavras, uma região chamada córtex parietal posterior – na parte de trás do cérebro – traduz informações visuais em comandos motores, enviando sinais para as áreas de planejamento do movimento no córtex pré-motor e na área motora suplementar. Essas instruções então se projetam para o córtex motor primário, que gera impulsos neurais que viajam para a medula espinhal e para os músculos, provocando sua contração.
Ao mesmo tempo, os órgãos sensoriais nos músculos mandam uma resposta ao cérebro, dando a orientação exata do corpo no espaço por meio de nervos que passam pela medula espinhal até chegarem ao córtex cerebral. Os circuitos subcorticais do cerebelo, localizados na parte de trás do cérebro, e dos gânglios de base, no núcleo do cérebro, também ajudam a atualizar os comandos motores com base na resposta sensorial e no ajuste de nossos movimentos reais. O que permanece sem resposta é se esses mesmos mecanismos neurais se ampliam para permitir que essas manobras sejam tão graciosas quanto uma pirueta, por exemplo.
Para responder a essa questão, realizamos o primeiro estudo de imageamento cerebral dos movimentos da dança, em conjunto com nosso colega Michael J. Martinez do Health Science Center da University of Texas, em San Antonio, usando dançarinos amadores de tango como objeto de estudo. Escaneamos o cérebro de cinco homens e cinco mulheres usando a tomografia de emissão de pósitrons, que registra as mudanças no fluxo sangüíneo cerebral seguidas por mudanças na atividade cerebral. Os pesquisadores interpretam o aumento no fluxo sangüíneo em uma região específica como sinal de uma atividade maior entre os neurônios da região. Nossos voluntários permaneceram parados dentro da máquina de tomografia, com a cabeça imobilizada, mas movendo as pernas e deslizando os pés por uma superfície inclinada. Primeiro, pedimos que fizessem o passo quadrado, derivado do passo básico do tango argentino chamado salida, sincronizando seus movimentos no ritmo das músicas que ouviam por fones. Em seguida, escaneamos o cérebro dos dançarinos enquanto flexionavam os músculos da perna no ritmo da música, sem de fato moverem esses membros. Ao subtrair a atividade cerebral obtida por essa simples flexão daquela registrada enquanto “dançavam”, fomos capazes de focar nossa atenção em áreas cerebrais vitais para direcionar as pernas pelo espaço, gerando padrões específicos de movimento.
Como era esperado essa comparação eliminou muitas das áreas motoras básicas do cérebro. No entanto, a porção não eliminada era uma parte do lobo parietal, que contribui para a percepção espacial e a orientação em humanos e em outros mamíferos. Na dança, a cognição espacial é primeiramente cinestésica: você sente o posicionamento do seu tronco e membros o tempo todo, mesmo com seus olhos fechados, graças aos órgãos sensoriais dos músculos. Eles graduam a rotação de cada junta e a tensão em cada músculo e retransmitem essas informações para o cérebro que gera uma representação articulada do corpo como resposta. Mais especificamente, identificamos ativação no precuneus, região do lobo parietal muito próxima de onde fica a representação cinestésica das pernas. Acreditamos que o precuneus contenha um mapa cinestésico que permite uma consciência do posicionamento do corpo no espaço enquanto as pessoas se movem à sua volta. Não importa se alguém está dançando uma valsa ou andando em linha reta: o precuneus ajuda a traçar seu caminho e assim o faz a partir de uma perspectiva centrada no corpo – ou “egocêntrica”.
Em seguida, comparamos as tomografias da dança com aquelas realizadas enquanto nossos voluntários faziam os passos do tango sem música. Ao eliminar as imagens das regiões do cérebro em comum ativadas pelas ações, esperávamos identificar áreas críticas para a sincronização dos movimentos com a música. Novamente, essa subtração removeu praticamente todas as áreas motoras do cérebro. A diferença principal estava na parte do cerebelo que recebe informações da medula espinhal. Embora ambas as condições tenham ativado essa área – o vérmis anterior – os passos de dança sincronizados com a música geraram significativamente mais fluxo de sangue no local que a dança auto-ritmada.
Embora preliminares, nossos resultados nos levam a crer na hipótese de que essa parte do cerebelo atua como um tipo de maestro, monitorando as informações em várias regiões do cérebro para ajudar a orquestrar as ações (ver “O cerebelo reconsiderado”, por James M. Bower e Lawrence M. Parcial sons, Scientific American Brasil no16, setembro de 2003). O cerebelo como um todo atende a todos os critérios para um bom metrônomo neural: recebe uma ampla gama de informações sensoriais dos sistemas corticais auditivo, visual e somatossensório – uma capacidade necessária para sincronizar movimentos a diversos estímulos, desde sons até flashes luminosos e toque; e contém representações sensório-motoras para o corpo inteiro.
Inesperadamente, nossa segunda análise também elucida a tendência natural que os humanos têm de bater os pés inconscientemente ao ritmo de uma música. Ao comparar as imagens dos movimentos sincronizados com a música às dos movimentos auto-ritmados, descobrimos que uma parte inferior da via auditiva, uma estrutura subcortical chamada núcleo geniculado medial – MGN, na sigla em inglês –, era ativada apenas durante a primeira ação. No início, partimos do pressuposto de que esse resultado refletia meramente a presença de um estímulo auditivo – isto é, a música – na situação sincronizada, mas outro conjunto de imagens de controle excluiu essa interpretação: quando nossos voluntários escutavam música, mas não moviam suas pernas, não detectamos mudança no fluxo sangüíneo do MGN.
Assim, concluímos que a atividade do MGN refere- se especificamente à sincronização e não apenas ao ato de ouvir. Essa descoberta nos levou a admitir a possibilidade de uma hipótese de “caminho menos honrado” em que o sincronismo inconsciente ocorre quando uma mensagem auditiva neural se projeta diretamente nos circuitos auditivos e de ritmo presente no cerebelo, desviando-se de áreas auditivas superiores no córtex cerebral.

Fonte: http://khandara.multiply.com/journal/item/15

sábado, 4 de junho de 2016

Para estudar sempre

Não importa se você dança há pouco ou muito tempo. Em qualquer um destes casos, há itens que são
bem importantes pra estudar sempre na sua dança, não é mesmo? Pra mim são estes itens aqui:

1) Aumentar o repertório de movimentos
Mesmo que seu repertório de movimentos seja grande, ele sempre pode ficar maior e com isso deixar sua dança mais rica. Por isso dedique tempo pra ampliar os passos que seu corpo já conhece; quem sabe uma nova forma de executá-los? Mantenha-se estudando seja com dvd's didáticos, aulas regulares ou workshops
E pense em aumentar o repertório em cada categoria de movimentos da dança: lentos  e rápidos, de quadril de mãos, de deslocamentos, etc.

2) Melhorar a qualidade dos seus movimentos
Mesmo que você já tenha um bom repertório de movimentos, é bom melhorar sempre a qualidade dele. Já que quantidade é diferente de qualidade, e um tem que vir acompanhado do outro. Por isso lembre sempre de melhorar a qualidade de execução do movimento.
Uma dica pra isso é treinar os movimentos que você conhece em diferentes velocidades, deslocando e parada, em diferentes posicionamentos, com diferentes qualidades (por exemplo mais alegre e introspectivo, mais forte e mais suave, etc).
Escolha músicas árabes adequadas pra treinar cada qualidade dos seus movimentos.

3) Criar coreografias
Mesmo que você prefira dançar de improviso, reserve um tempo do seu estudo pra criar coreografias ou sequências coreográficas, seja para você ou para suas alunas.
Pois coreografar trabalha aspectos importantes da dança, como ouvir cada nuance da música, procurar com calma qual movimento se encaixa bem nele e criar ligações harmoniosas entre os passos.
Por exemplo neste momento você tem a chance de inserir na coreografia aquele movimento novo que você aprendeu e que ainda está treinando. Assim ele vai ficar cada vez melhor.
Aqui tem algumas dicas pra você criar suas Coreografias.

4) Improvisar
Este é super importante! Porque além dele te ajudar a ser uma bailarina mais versátil, ele te ajuda a ouvir melhor a música e responder mais rápido a ela. Te ajuda a ser rápida na hora de trazer os movimentos do seu repertório para o que a música está pedindo.
Te deixa mais atenta e mais sensível. Traz uma beleza que brota no momento e que não se consegue repetir depois.

Fonte:
http://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/artigos/26/4-coisas-pra-voce-estudar-sempre-na-danca-do-ventre/17406

sábado, 12 de março de 2016

Tarab

Uso o termo “Tarab” para fazer referência ao estilo musical clássico que surgiu na década de 1920, caracterizado por uma estrutura sofisticada, voltada para apresentações nos palcos e nos cinemas.
Tarab, em árabe significa “sensações e sentimentos” e sugere estado de êxtase e de entrega. Estado este, atingido pelo povo árabe ao contemplar a música grandiosa da época. É uma música longa o bastante para que seus ouvintes entrem em contato com suas emoções, de modo a experimentar sensações de alegria, tristeza, prazer, dentre vários outros sentimentos possíveis.
Esse gênero musical nasceu a partir da musicalização de um poema que inicialmente foi composto para ser ouvido. Dançá-lo, foi um passo posterior.
Como o Tarab é um gênero extremamente tradicional, com grande significado para os árabes, ele demanda uma interpretação muito especial por parte da bailarina. Ela deve interpretar a letra da música, exibir uma dança pura, madura e intensa. Uma dança tipicamente árabe. Por isso, é muito importante que a bailarina conheça a tradução da música para interpretá-la de forma correta e o mais emocionada possível.
Portanto, ao dançar esse tipo de música, a bailarina deve se preocupar em fazer uma dança tradicional.  Não cabem aqui, os inúmeros movimentos acrobáticos, tais como “quedas turcas”, “espacates” ou “grand batmans“. Mesmo porque não existem esses e tantos outros movimentos impactantes, originalmente na Dança do Ventre.
Se a intenção é ser fiel ao estilo, o mais importante na interpretação de um Tarab é o envolvimento da bailarina com a música e com o que ela expressa. Devendo lançar mão de passos típicos das danças árabes, tais como os movimentos arredondados, os batidos e os shimmies.
Tipos do véu na dança clássica 
As bailarinas egípcias que começaram a dançar Tarab usaram o véu de forma muito peculiar, moderada e restrita. Entretanto, o véu usado na época não é o mesmo que estamos acostumados a fazer na Dança do Ventre hoje, cuja inspiração é totalmente ocidental. E como no Tarab, o elemento fundamental não é o véu, tome muito cuidado.
Estude e procure entender a magnitude de um Tarab. Você verá que o nosso belo véu de seda não é a melhor opção para este tipo de música. Por isso, certos trabalhos de véu no Tarab, eu considero como sendo um dos erros mais comuns na Dança do Ventre que poder fazer você se parecer com uma bailarina iniciante.
A presença do véu sempre esteve na dança oriental, desde época do ghawazee e a era dourada, usado no clássico, shaabi até no tarab. Mas qual véu e quando usar ele especialmente no clássico ou no tarab? É um tipo de véu que faz parte do traje, é um conjunto leve do mesmo tecido e mesmo cor, e normalmente amarrado no ombro ou na cintura da bailarina pode até ser solto na apresentação.
Usado apenas em momento solo, tipo momento do taksim ou em giros, começou o canto solta as mãos do véu e expresse a música; nunca é usado na música inteira mesmo que seja toda instrumental. 
O que vemos hoje em músicas do tarab?
O que vemos hoje em dia, especialmente no ocidente, e aqui, claro, além da invenção é falta de entendimento da música, sua mensagem.
As bailarinas esquecem que interpretar um tarab ou até clássico do Abdel Haleem ou até Oum Kalthoum mesmo que seja uma versão instrumental, que a música tem poema, tem letra e exige uma interpretação, uma leitura, já vi muitas apresentações com músicas de Oum Kalthoum usando o véu, mais malabarismo com véu do que expressar a música, véus de borboletas, arco íris etc, e isso é um erro sim, não se usa este tipo de véu neste estilo musical. 
Nem tudo que achamos bonito tem nexo, e nada é bonito quando retira o verdadeiro sentido, eu já vi interpretações em músicas de Oum Kalthoum usando o Punhal, daqui pouco vamos ver alguns usando o bastão no tarab e vamos tem que achar bonito? Direito de expressar a arte? Não...
Então conheçam estas diferenças, mantenham o valor da música, do poema, Se Suheir Zaki foi observada pela Oum Kaltoum em seus ensaios antes de interpretar uma canção dela, imagina quem não é Suheir Zaki. 
É muito importante saber que cada música tem sua letra, sua musicalidade, sua história e sua mensagem. É importante saber que você não esta interpretando Oum Kalthoum, mas uma “música” de Oum Kalthoum.
Vamos dar exemplo, tem musica “ Alf Leila Wa Leila” ou mil e uma noite (um dos grandes clássicos do Oum Kalthoum), fala sobre uma noite do amor que valeu por mil noite, uma expressão de alegria, satisfação do momento, a música tem leitura instrumental impacta, forte que refere o pensamento e imaginação entre um capítulo e outro, exige marcação forte, personalidades. Agora vamos olhar uma música como “Lessa Faker” que é um Tarab, tem uma pergunta, um lamento, uma decepção por uma história e tempo que já passou, é interpretação totalmente é outra.
Muitas se perdem, por conta de ensinamento errado, às vezes, também por conta da música instrumental que está sendo usada mais ainda quando falamos em restaurantes e festinhas. Interpretar uma “música” do Oum Kaltoum é interpretar o estilo musical, a letra, a mensagem.
É tão bonito quando a gente vê que a bailarina entende do que ela representa. É gratificante quando seu esforço, investimento seja construído em base do saber. Bom saber que existe quem entende e canta a música mesmo que seja instrumental e o conselho é estudar o que vai interpretar, não apenas coreografar. 
Não são apenas os detalhes que fazem um trabalho seja bonito, mas toda a construção. Espero que esta observação alcance a maior parte, para que todos tenham consciência e conheçam as diferenças.

Fonte:
http://www.blognilzaleao.com.br/erros-mais-comuns-na-danca-do-ventre/
http://www.khaledemam.com/p/materias.html

sábado, 2 de maio de 2015

Dança do Ventre & Gravidez

No mês das mães vou dedicar à maternidade na dança do ventre, e como a maternidade começa na descoberta da gravidez... lá vamos nós.
Dizem que a dança do ventre aumenta a fertilidade.  É difícil dizer se há uma relação direta entre uma coisa e outra.  Suponha que você estivesse  ansiosa para engravidar, e não conseguia, começa a fazer aulas, e depois de um mês está grávida, pode até ficar uma dúvida no ar.  O relaxamento e a diminuição da ansiedade é que fazem a diferença e não a simples prática da dança.

A importância da atividade
A gestação corresponde do desenvolvimento do embrião, desde a fecundação até o parto, e promove inúmeras modificações no organismo feminino, como alterações de humor, aumento da freqüência cardíaca e do consumo de oxigênio, aumento do útero, do peso corporal e da secreção hormonal, além de modificações posturais, sonolência e enjoos.
A prática de atividade física nesse período é aconselhável por ser muito benéfica - com orientação e acompanhamentos apropriados - pois facilita a adequação às alterações, exceto em casos em que a gestação seja de risco. Normalmente as atividades físicas podem ser praticadas até o parto, contanto que a gestante se sinta confortável, com a intensidade diminuída gradualmente. Durante o parto normal alguns músculos são relaxados e outros contraídos, principalmente os abdominais, e esses movimentos devem ser coordenados para que o parto ocorra e o bebê nasça sem problemas. Exercícios que trabalham os músculos abdominais e pélvicos reduzem o tempo e a dor do parto.
As atividades físicas para gestantes diminuem o ganho de peso, risco de DIABETES e partos prematuros, complicações obstétricas, dores e flacidez, melhoram a resistência muscular e cardiorrespiratória, aumentando a capacidade física para o parto e a fortalecendo para que a recuperação seja mais rápida, além de menor hospitalização, diminuição na incidência de cesárea e maior facilidade em recuperar o peso depois do parto.

A dança do ventre para gestantes
Dentre as atividades físicas mais indicadas a gestantes está a dança do ventre, já que é de baixo impacto e pode ser executada de forma suave e sem tensões, e que além de ajudar na preparação do corpo tanto para a concepção como para o parto também trabalha a postura e fortalece e tonifica os músculos das panturrilhas, coxas, quadris, glúteos, assoalho pélvico, abdômen e braços. O fortalecimento da musculatura abdominal melhora a postura e também ajuda no controle na respiração, o que contribui bastante no momento do parto. A dança também ajuda na circulação sanguínea, responsável pelo fornecimento de nutrientes ao feto.
A prática da dança do ventre também proporciona melhor condicionamento físico e alongamento, maior coordenação motora, solta as articulações, alivia tensões e ajuda a prevenir a prisão de ventre, comum durante a gravidez. Dentre os benefícios psicológicos pode-se ressaltar maior sensação de bem estar, já que a atividade diminui a sensação de isolamento social, o risco de depressão, a ansiedade e stress, aumento da auto-estima, da feminilidade, da confiança, e do desejo sexual, que costumam ser abalados com as mudanças desse período. “Num momento em que nossas formas se modificam dia-a-dia, às vezes temos a sensação de inadequação com esse novo corpo. A dança oferece a possibilidade de conviver pacificamente com essas modificações, sentindo cada fase como especial e momentânea. O movimentar desse corpo que agora abriga um outro corpo, dá leveza e confiança. A gravidez não é e nem nunca deve ser um empecilho a liberdade corporal da mulher. É importante obter prazer enquanto grávida, pois dessa forma esse período será vivido de forma plena e desprovido de desconforto, respeitando seus limites e observando sempre seu bem estar em primeiro lugar.”

Por que a dança do ventre?
Apesar de muitas pessoas ligarem a dança apenas à sensualidade, essa arte milenar pode ajudar a mulher a diminuir os desconfortos da gestação, como inchaço e dores lombares, e até preparar o corpo para o parto.
“Os movimentos lunares, que são ondulatórios, massageiam a pélvis, a lombar. Isso dá abertura necessária para o parto e diminui as dores e as varizes”, explica a bailarina, coreógrafa e professora de dança do ventre Bianca Campagnoli, que montou uma turma só com gestantes.
Ela explica que os movimentos de maior impacto da dança são contraindicados, e o ideal é que a gestante faça algo mais leve. “Não pode ser uma aula muito intensa porque a gestante fica mais cansada, não dá para fazer algo tão aeróbico. Os movimentos solares da dança, de impacto, são proibidos“, afirma.
O maior cuidado é garantir que seja uma gestação saudável e, para isso, é importante ter a liberação do médico, lembra a dançarina e coreógrafa de dança do ventre Aleh Fassarella. 
“A dança do ventre não tem qualquer restrição, mas é preciso alguns cuidados extras com a grávida. Assim como qualquer outra atividade física, só não indicamos a dança nos três primeiros meses de gestação. E a grávida deve avisar se sentir qualquer desconforto ou tiver qualquer problema de saúde”, diz Aleh. 
As professoras explicam que a dança também trabalha a autoestima da mulher e sua relação com o bebê, que também é massageado no útero durante a dança. “O bebê também sente a batida da música e fica mais calmo com o movimento”, conta.

Benefícios
A gastrônoma Àquila dos Santos Jacobosque Bruno, 28 anos, e a artesã Eliane Andrade de Oliveira, 38, estão grávidas de 8 meses e dançam duas vezes por semana. Mesmo tendo começado as aulas há poucas semanas, elas já sentem os benefícios.
“Eu não estava fazendo exercício nenhum e, aos oito meses, a gente fica meio travada. Agora estou me sentindo muito bem, mais disposta”, conta Eliane.
Foi o próprio obstetra de Áquila quem indicou a dança do ventre como uma forma de preparação para o parto normal. 
“Minha gravidez é um pouco de risco e não posso fazer muito exercício. Mas a dança é suave, tranquila. O inchaço já diminuiu, o alongamento é muito bom, e os movimentos relaxam o músculo. Parece que o bebê se encaixa melhor, que tem mais espaço na barriga para se mexer”, conta.

Dúvidas
Existe uma aula especial? 
No caso de fazer aulas de dança do ventre, seria conveniente se houvesse uma turma só de gestantes. Numa aula normal, dificilmente uma mulher grávida conseguiria acompanhar todos os movimentos, principalmente aqueles que envolvem percussão (o que eventualmente poderia ocasionar um descolamento de placenta).  É bom deixar claro que aulas para gestantes devem ser extremamente "light".  Nada de movimentos bruscos, força, giros...
Como saber se não corro riscos?
Os limites, durante a gravidez para a atividade física, são dados pelo seu condicionamento e pelo conforto durante a prática de exercícios.  Se antes você levava uma vida completamente sedentária, é necessário conversar com o médico, antes de iniciar qualquer atividade física, pois isso seria novo para o seu corpo e portanto, merecedor de atenção.
Posso dançar solos de percussão?
É melhor evitar os solos de percussão, principalmente nos primeiros meses de gestação que exigem maior cuidado e delicadeza pois seu corpo está formando uma estrutura segura para o bebê.  Os solos de percussão foram feitos para o ápice da apresentação, e geralmente são fortes e exigem um bom condicionamento físico.  Existem diversas outras partes da dança que podem ser praticadas pela mulher grávida, sem nenhum prejuízo à gestação.
Até quantos meses posso dançar?
Enquanto se sentir confortável para isso.  Seu corpo é o termômetro da situação.
Quais os riscos que corro?
Em princípio, a dança não oferece qualquer tipo de risco, pois é uma atividade de baixo impacto e que pode ser executada de forma suave e sem tensões.  Os riscos existem principalmente se a mulher já tiver algum problema anterior que inviabilize a atividade física durante o período gestacional. Exemplos: abortos consecutivos anteriores, frouxidão do colo uterino, ou qualquer outra anomalia que possa alterar o curso de uma gravidez normal.
Estando grávida e dançando, isso poderá mexer com meu apetite sexual?
Nos três primeiros meses, quando a barriga ainda não existe, mas você já perdeu a cintura, está um pouquinho quadrada, e, infelizmente, as vezes também enjoada, nada apetece muito.  A partir do quarto mês, com o ventre que já anuncia seu conteúdo, existe uma tendência na mulher de se sentir mais bonita e ficar perto do marido, até mesmo mais do que antes, o que prossegue até o final da gravidez.  Com o crescimento da barriga, novas posições acabam sendo adotadas para que ambos se sintam bem, além do nenê é claro, que tem um jeito muito especial de reclamar, quando você assume uma posição desconfortável para ele, chutando e se mexendo até que você encontre uma solução que ele aprove.  
Será que a dança mantém o desejo sexual?
Se o seu problema com relação ao desejo sexual está relacionado ao contato com o seu próprio corpo, a dança acaba ajudando muito, na medida em que lhe coloca de frente com ele e oferece a possibilidade de expressar-se e sentir através da música, usando todos os seus sentidos e sensibilizando suas reações de maneira muito forte.  Dançar para o outro pode ser uma experiência deliciosa e oferecer prazer aos dois.  A dança pode, se você quiser, manter e até mesmo estimular o desejo sexual.
Quais os movimentos que são mais perigosos para mulher grávida?
Pensando em evitar qualquer risco, poderíamos excluir da prática os solos de percussão e as batidas fortes de quadril. Preferencialmente usando a suavidade dos movimentos ondulatórios e a delicadeza do trabalho de mãos e braços.
Não acredito que vou ter que parar a dança agora...
Se acontecer uma parada durante a gestação não se preocupe, é apenas uma fase passageira como tantas outras em nossa vida, tão logo o bebê nasça você pode retomar de onde deixou e continuar seu aprendizado.
Como farei para dançar depois que tiver meu filho?
Logo após duas semanas do parto já é possível retomar as atividades sem problemas, claro que com a devida autorização médica. Naturalmente seus movimentos levarão algum tempo para "desenferrujar" mas isso é o de menos. O prazer de dançar novamente alivia qualquer tensão temporária.
A dança ajuda na gravidez?
Num momento em que nossas formas se modificam dia-a-dia, as vezes temos a sensação de inadequação com esse novo corpo.  A dança oferece a possibilidade de conviver pacificamente com essas modificações, sentindo cada fase como especial e momentânea. O movimentar desse corpo que agora abriga um outro corpo, dá leveza e confiança. A gravidez não é e nem nunca deve ser um empecilho a liberdade corporal da mulher. É importante obter prazer enquanto grávida, pois dessa forma esse período será vivido de forma plena e desprovido de desconforto, respeitando seus limites e observando sempre seu bem estar em primeiro lugar.
Meu marido não quer que eu dance, enquanto estiver grávida...
Como dito anteriormente, aulas para gestantes devem ter outra configuração.  Se você tem essa possibilidade através de sua professora, tente convencê-lo de que não há mal algum em continuar sua atividade física durante a gestação. A falta de informação é a maior vilã nesse caso. Informe-o das vantagens de manter-se ativa e feliz com seu corpo. Muito provavelmente ele vai ceder a seus encantos. Seja delicada, a fase é nova e de adaptação para os dois.  Evidente que sempre com acompanhamento médico.
Quanto tempo meu corpo demorará para voltar ao normal para eu dançar novamente?
Varia muito de mulher para mulher.  Algumas tem um retorno rápido; outras podem demorar até dois anos depois do parto.  Esse é dito como o tempo normal entre uma gravidez e outra.  O corpo precisa de um período para a recuperação dessa maratona, envolvendo hormônios, transformações e a criação de uma nova vida. Cada caso é um caso. O importante é saber que a natureza é sábia e bem preparada, seu corpo sempre estará pronto para voltar atrás depois do nascimento de seu bebê.
E se acontecerem estrias?  Como prevenir para isso não acontecer...
As estrias são um dos medos mais comuns nas grávidas depois da dor do parto (muito fantasiada), e da dúvida se está ou não preparada para ser mãe. Alguma mulheres engordam muito durante a gravidez e não tem estrias mesmo assim; outras que tem uma gestação dentro dos padrões desenvolvem essas marcas. De qualquer forma o aparecimento das estrias é mais comum em mulheres com ganho de peso excessivo. Uma das dicas então é controlar seu ganho de peso durante a gestação para estar fora do "grupo de risco", beber muita água e hidratar a pele com cremes apropriados. Cuidar de você mesma enquanto está gerando seu filho é um prazer necessário e bem vindo. Aproveite esse tempo para oferecer a si mesma a melhor das atenções e todo o cuidado do mundo.
Alguma recomendação a mais, para quem está grávida?
Curta sua gravidez, os momentos que vivemos hoje são diferentes dos que viveremos amanhã. Cada gestação tem suas características peculiares e únicas, esteja alerta para viver intensamente essa experiência maravilhosa que é ser mãe.

Fonte:
http://brasil.babycenter.com/thread/373011/dan%C3%A7a-durante-a-gesta%C3%A7%C3%A3o
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/07/entretenimento/vida/1493378-os-beneficios-da-danca-do-ventre-para-as-gravidas.html
http://www.khanelkhalili.com.br/dicasgravidez.htm

sábado, 4 de outubro de 2014

Dança do Ventre e Saúde: Rejuvenescimento, Juventude e Vida Longa

Dança do Ventre, partimos do princípio de que nunca é tarde para iniciar o aprendizado. Todas as mulheres são belas na Dança do Ventre, pois, em sua herança histórica e mitológica na psique feminina, a Deusa aceita todas as suas filhas tais como são: belas e únicas.
Segundo o Professor de Yoga Hermógenes, considerando que os demais mamíferos vivem dez vezes mais que o tempo que demoram para atingir a maturidade, o ser humano, que também é um mamífero, deveria ter no mínimo uns duzentos anos de vida, e seu processo de envelhecimento deveria se iniciar aos setenta anos, pois a vida, realmente começa aos quarenta.
Pesquisas científicas nas áreas médicas, anotadas pelo Professor Hermógenes, constataram que a atuação dos hormônios sobre as glândulas endócrinas, estimulando-as, pode conservar uma pessoa jovem, retardando o envelhecimento. A limpeza intestinal é um tópico importante, pois o material intestinal tende a lançar substâncias nocivas na corrente sanguínea, o que também contribui para o envelhecimento.
A Dança do Ventre pode tanto estimular e equilibrar os hormônios femininos, auxiliar na cura da insuficiência ovariana, quanto combater a prisão de ventre como vimos, pois trabalha o tonos das paredes abdominais e contribui com o peristaltismo voluntário. Tudo isso, através das ondulações abdominais, camelo e serpente, combinados à respiração abdominal – o que ensina a movimentar o diafragma, ativando o natural funcionamento dos órgãos da região do baixo-ventre.

Fatores como uma boa circulação sanguínea, também contribuem para a manutenção da juventude:
- o cérebro precisa ser irrigado para que suas glândulas, pineal e pituitária, funcionem bem. A pineal é responsável pela psique e pelo desenvolvimento sexual do indivíduo. A pituitária é responsável por outras glândulas, tais como a tireoide, e também pelo sistema nervoso autônomo;
- os tecidos precisam de nutrientes que estimulem seu funcionamento;
- toxinas e resíduos precisam ser eliminados, pois quando se acumulam nas articulações, prejudicam os movimentos;
- uma má circulação pode prejudicar o bom funcionamento dos órgãos.

A Dança do Ventre pode ativar a circulação sanguínea, principalmente na região genito-urinária, como também sob a força extática de movimentos como os tremidos, a circulação sanguínea é ativada e percorre todo o organismo, chegando inclusive ao cérebro, onde se localizam os neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio do humor.
Com o passar dos anos, a musculatura, também por força da gravidade, tende a pesar. Os músculos sustentam menos o esqueleto – a coluna, como também os órgãos.
Embora a Dança do Ventre não defina tanto a musculatura do corpo como na musculação, seu exercício lhe confere elasticidade e sustentabilidade, principalmente à região abdominal (neste caso, as ondulações ventrais fortalecem a região como também a definem). A coluna, sendo o vaso que abriga uma legião de nervos da medula espinal, cuja importância no funcionamento fisiológico é de peso ímpar, pois órgãos e glândulas estão a ela ligados, necessita de elasticidade, flexibilidade e sustentabilidade.
A Dança do Ventre, trabalha nos “cambrés”, o alongamento da coluna em movimentos ântero-posteriores e látero-laterais, gradativamente, respeitando o estágio de desenvolvimento de cada aluna.
Doenças diversas tendem a estimular o envelhecimento precoce. Até nisso a Dança do Ventre pode auxiliar, pois mantém a mente da mulher sempre saudável. Mente sã, corpo são. Como disse, a psicossomática evoluiu muito e hoje se conhece detalhadamente o processo de adoecimento através da conduta mental.
Na Dança do Ventre, através de um corpo sadio, a mulher tem a oportunidade de progredir espiritualmente, pois poderá aumentar a quantidade de experiências a viver neste vaso, que é o corpo humano, onde poderá plantar diversas flores.

Fonte:
http://www.centraldancadoventre.com.br/bkp/artigos/112-danca-do-ventre-e-saude-rejuvenescimento-juventude-e-vida-longa

sábado, 27 de setembro de 2014

Dançar Consciente

A Dança do Ventre tem suas raízes nas antigas danças pélvicas femininas e, como todos os atos quotidiano dos povos primitivos, exprimiam sua religiosidade assim como também acontecia com as danças das mulheres. Segundo as pesquisas, as danças pélvicas sempre estiveram presentes em todas as civilizações antigas, não sendo possível atribuir a elas uma data ou região específicas.
De algum modo, nós que a praticamos podemos constatar essa veracidade pois, as lembranças vão surgindo de cada parte de nosso corpo.
Os movimentos desta dança tocam lugares adormecidos, podendo ativar novas células e impulsionando-nos a lugares dentro de nós, mais sutis.
Quando executamos seus movimentos suaves e circulares estamos repetindo o movimento circular do universo, entramos em harmonia com os ciclos terrestres e também lunares. Ao executarmos os tremidos nossa respiração e batimentos cardíacos alcançam uma rítmica acelerada e dentro desse êxtase, nossos músculos conseguem ainda estremecer. Integramos e interagimos com a energia pulsante e vital do planeta, onde no ápice de uma ordem amorosa os frutos brotam, as estações mudam e de nosso útero novos seres nascem.
É através do corpo feminino que a energia vital e transformadora pode ser mais facilmente canalizada e transmitida. É uma dança que traduz em seus movimentos essa força geradora e mantenedora. É disso que esta dança trata! É uma dança que nos remete a vida, ao êxtase e a morte. A Dança do Ventre traz consigo o potencial sagrado da sexualidade humana e a promessa de recuperar sua mais saudável expressão.
A Dança do Ventre vem de todos os povos, para todos os povos, e todos eles nos primórdios exprimiram em seu caráter essencial a relação da vida-morte-vida, do sexo e dos ciclos naturais do planeta.
Temos alguns relatos que na Grécia uma forma mais antiga de dança se caracterizava essencialmente pela rotação das ancas e do abdômen. Se formos vasculhar veremos que em outras culturas como africana, indiana e celta os movimentos primitivos de danças assemelham-se com a chamada Dança do Ventre de hoje. No entanto, dentre as regiões onde este tipo de dança se perpetuou, até nossos dias, vem em primeiro lugar o mundo árabe. Por ser um dos povos mais antigos, seu folclore foi-se ajustando e assim foi-se espalhando, mas também perdendo sua essência e significado primordial. Mesmos assim, se formos capazes de trocar o julgamento pela reverência, poderemos nos conectar com seu caráter transformador e gerador de Vida.
"Horas inteiras se passaram e era penoso se afastar. É assim que funcionava a sedução sobre os sentidos através das evoluções das dançarinas da Ásia. Não existia um momento único de vivacidade, não havia muitas variações a não ser por alguns momentos súbitos, mas estes, se exalavam num torvelino cadenciado, um torpor, onde a alma se acomodava e onde ela se completava... como uma embriaguez, uma sensação de sonolência..." Charles Gobineau (Séc XIX)

"... Isto foi um poema de amor que as palavras não são suficientes para descrever. Profundo, oriental, intenso e extraordinário". G.W.Curtis (Séc XIX)

"... Ela caminhava com os pés descalços... Ela dançava agora para seu próprio deleite, num torvelino em harmonia... uma dança espiritual que nem o caráter comercial, nem a reprovação religiosa, nem mesmo a mudança dos novos tempos poderiam alcançar e, apagar a chama". Wendy Bonaventura (autora do Livro:Serpent of the Nile)
Dúnia La Luna
Fonte: http://www.dunia.com.br/dv-dancaconsciente.htm